Tentativa de convocação foi rejeitada pela comissão
Em dezembro, o presidente da CPMI do INSS, o senador Carlos Viana, declarou que o colegiado pretendia ouvir Lulinha. A intenção era esclarecer um suposto lobby em favor do empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como Careca do INSS.
Apesar da intenção, a comissão acabou rejeitando o requerimento de convocação. Na ocasião, parlamentares alegaram que não haviam recebido provas suficientes que confirmassem o relato e que seriam necessárias mais informações para aprofundar as apurações.
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Entrar no grupo Relato envolve pagamento milionário, segundo testemunha
De acordo com Carlos Viana, uma testemunha afirmou que Lulinha teria recebido R$ 25 milhões para atuar em apoio a licitações relacionadas à venda de canabidiol ao Ministério da Saúde.
A informação teria sido repassada à Polícia Federal por Edson Claro, ex-funcionário do Careca do INSS. A defesa do empresário, no entanto, afirmou que não tem conhecimento dos fatos relatados.
Ministério da Saúde nega compras e desdobramentos
Em nota oficial, o Ministério da Saúde informou que todas as reuniões com a empresa ligada ao Careca do INSS constam em agenda pública e que não houve desdobramentos. A pasta destacou ainda que não existe oferta do insumo no SUS e que nenhuma compra de canabidiol foi realizada pelo ministério.
Procurado, Lulinha não se manifestou até o momento.
Registros de agendas e ligações políticas
Apesar das negativas, há registros de entrada do Careca do INSS no Ministério da Saúde em 2024 e 2025, quando ele se apresentou como CEO da World Cannabis, empresa interessada em negócios no setor de canabidiol.
Em janeiro deste ano, o empresário teve agenda com Swedenberger do Nascimento Barbosa, então secretário-executivo da pasta. Swedenberger tem ligações com o PT e atualmente atua no gabinete pessoal do presidente Lula.