“O ministro da Propaganda, Sidônio Palmeira, deve ter perdido mais fios dos cabelos que lhe restam, após Lula anular seus ‘esforços’ de comunicação, bancados com dinheiro público, para espalhar a versão de que ele teria adotado iniciativas contra o crime”, diz o texto.
“Tudo virou pó, como diriam os traficantes que petistas chamam de ‘meninos’, quando Lula voltou a vitimizar criminosos e atacar a polícia, recebida a bala durante cumprimento de dezenas de mandados judiciais de prisão.”
Lula criticou operação no Rio e defendeu investigação
Durante entrevista a correspondentes internacionais, o presidente Lula declarou que o Estado precisava investigar as mortes na operação e afirmou que a decisão judicial “era para prender e não para matar”.
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Entrar no grupo “A decisão do juiz era uma ordem de prisão, não tinha uma ordem de matança. E houve matança”, disse o presidente, defendendo uma apuração mais detalhada sobre as circunstâncias dos confrontos.
A fala foi mal recebida entre policiais e autoridades de segurança, que ressaltam que mais de 80 criminosos foram presos com vida, após deporem 87 fuzis, além de grande quantidade de munições e drogas.
Contradição com a comunicação oficial
De acordo com a coluna, a equipe de Sidônio Palmeira tem usado recursos públicos para promover nas redes sociais a imagem de que o governo federal estaria implementando políticas de enfrentamento às facções criminosas.
As falas do presidente, no entanto, teriam enfraquecido a narrativa oficial, criando descompasso entre a propaganda institucional e o discurso público de Lula.
“Usando dinheiro público, o ministro da Propaganda usa espaço pago nas redes sociais para a lorota de que Lula adotou iniciativas contra facções”, afirma o texto.
Repercussão política
As declarações do presidente somam-se à crescente tensão entre o Planalto e os governadores do Sudeste, que defendem ações mais duras contra o crime organizado.
Enquanto Lula pede investigação e cautela, líderes regionais, como Romeu Zema (Novo) e Cláudio Castro (PL), sustentam que as forças de segurança agiram dentro da lei e com apoio da população.
O episódio reforça o contraste entre o discurso do governo federal e o posicionamento dos estados sobre segurança pública — tema que se tornou um dos principais pontos de desgaste político para o Palácio do Planalto.