Críticas ao unilateralismo e impacto na América Latina
Segundo o presidente, ações unilaterais como a ofensiva americana ameaçam a paz e a estabilidade globais, afetam o comércio e os investimentos, ampliam fluxos migratórios e fragilizam Estados nacionais. Lula destacou ser “particularmente preocupante” o fato de a operação atingir a América Latina.
De acordo com o petista, trata-se da primeira vez em mais de 200 anos que a América do Sul sofre um ataque militar direto dos Estados Unidos, o que, em sua avaliação, agrava tensões regionais e cria precedentes perigosos.
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Entrar no grupo Futuro da Venezuela deve ser decidido internamente
No artigo, Lula afirmou que o destino político da Venezuela precisa ser decidido pelos próprios venezuelanos, por meio de um processo político inclusivo. Ele reforçou que o Brasil não será “submisso a projetos hegemônicos”, embora tenha ressaltado que mantém diálogo construtivo com Washington, mesmo diante das divergências.
Articulação regional após prisão de Maduro
Após a prisão de Maduro, ocorrida em 3 de janeiro, Lula conversou com líderes de Colômbia, México e Canadá. Os chefes de governo defenderam uma solução pacífica, sem violência, baseada em diálogo e negociação.
O Brasil também reforçou a fiscalização na fronteira com a Venezuela, enviou ajuda humanitária e defende que o caso seja debatido em fóruns multilaterais, como a ONU e a Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac).
Mudança de poder e reação dos EUA
Maduro foi deposto e preso, sendo levado aos Estados Unidos sob acusações de ligação com o narcotráfico, incluindo a suposta liderança do chamado Cartel de los Soles. Após sua saída, a vice-presidente Delcy Rodríguez assumiu o governo e negociou com Washington a reabertura do mercado de petróleo venezuelano.
O governo venezuelano classificou a ofensiva americana como uma tentativa de mudança de regime e de apropriação de recursos estratégicos, enquanto os Estados Unidos afirmam que a operação teve como objetivo capturar Maduro e combater o narcotráfico.