Lula cobra libertação imediata do ativista brasileiro Thiago Ávila preso por Israel
Lula exigiu que Israel liberte o ativista brasileiro Thiago Ávila, preso junto à flotilha Global Sumud, chamando a detenção de ação injustificável
Por ContraFatos 05/05/2026 Atualizado em 05/05/2026
Lula Cobra Libertação Imediata Do Ativista Brasileiro Thiago Ávila Preso Por Israel
Justiça israelense prorrogou detenção do brasileiro e de espanhol até domingo (10)
A Justiça israelense decidiu, nesta terça-feira (5), estender a prisão preventiva do ativista brasileiro Thiago Ávila e do espanhol Saif Abu Keshek. Pela nova determinação, ambos devem permanecer detidos até o próximo domingo (10). A decisão aumentou a tensão diplomática entre Brasília e Tel Aviv.
Pronunciamento de Lula nas redes sociais
No mesmo dia da prorrogação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) utilizou suas redes sociais para cobrar publicamente a libertação do cidadão brasileiro. Para o petista, manter Thiago Ávila preso configura uma “ação injustificável”.
Leitura
Na publicação, Lula detalhou sua posição:
“Manter a prisão do cidadão brasileiro Thiago Ávila, integrante da flotilha ‘Global Sumud’, é uma ação injustificável do governo de Israel, causa grande preocupação e deve ser condenada por todos. A detenção dos ativistas da flotilha em águas internacionais já havia representado uma séria afronta ao direito internacional. Por isso, nosso governo, juntamente com o da Espanha, que também teve um cidadão detido, exige que eles recebam plena garantia de segurança e sejam imediatamente soltos”.
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O presidente brasileiro ressaltou que a cobrança não é isolada. O governo do Brasil atua em conjunto com o da Espanha, país que também teve um nacional detido na mesma operação. Saif Abu Keshek, cidadão espanhol, enfrenta a mesma situação de detenção prolongada.
Contexto da detenção
Thiago Ávila é integrante da flotilha Global Sumud. Os ativistas foram detidos por Israel em águas internacionais, fato que, segundo Lula, já representava uma grave violação do direito internacional antes mesmo da prorrogação da prisão. O governo brasileiro classificou a manutenção da detenção como motivo de “grande preocupação” e pediu condenação internacional ao episódio.