Lula atribui violência ao DNA masculino
Ao discursar, Lula argumentou que políticas de educação e conscientização são mais eficazes do que punições extremas. O presidente fez uma declaração enfática ao associar a agressividade a uma característica intrínseca do homem.
– Vocês percebem que a tarefa é muito mais do que fazer um monte de lei. Até porque se a gente fizer sua lei que vai decapitar quem for violento, ainda assim continua a violência. Porque está no DNA, sabe, de um animal chamado ser humano, homem. Porque é só ele que faz a violência. É só ele que mata – afirmou.
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Entrar no grupo Críticas a comportamentos de controle nos relacionamentos
No mesmo pronunciamento, o presidente também condenou atitudes de ciúmes excessivo e controle dentro das relações afetivas. Segundo ele, muitos homens ainda tentam cercear a liberdade das mulheres em nome de sentimentos possessivos.
Caso no Ceará usado como exemplo de falta de educação
Lula recorreu a um episódio violento ocorrido no interior do Ceará para reforçar sua tese de que a violência contra a mulher tem raízes na ignorância e na carência de formação educacional. O crime citado pelo presidente aconteceu em maio do ano passado.
– O que que faz um cara no Ceará, na cidade do companheiro aqui, em Quixarobubim, o cara decepar a mão de uma mulher? Por sorte que o SAMU, que por sorte [veio] ligeiro, que por sorte pegaram a mão da mulher, colocaram no balde, levaram para o hospital e conseguiram reimplantar a mão da mulher. Agora, o que que faz um homem fazer isso? A não ser duas doenças graves, a ignorância e a falta de educação – completou ele.
O lançamento do Cadastro Nacional de Agressores é considerado pelo governo uma das medidas concretas no enfrentamento ao feminicídio e à violência doméstica no país, ao permitir que condenações definitivas fiquem registradas em um banco de dados unificado e acessível às autoridades competentes.