“Eu tenho todo o interesse em ter essa reunião, toda a disposição de defender os interesses do Brasil, mostrar que houve equívoco nas taxações ao Brasil. E quero discutir a punição que foi dada a ministros da Suprema Corte do Brasil, algo que não tem explicação”, afirmou Lula antes do encontro.
Contexto das sanções americanas
As punições foram aplicadas em 18 de julho com base na Lei Magnitsky, legislação que permite aos EUA bloquear bens e restringir viagens de autoridades estrangeiras acusadas de corrupção, violações de direitos humanos ou ataques à democracia.
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Entrar no grupo Entre os alvos estão o presidente do STF, Luís Roberto Barroso, e os ministros Alexandre de Moraes, Flávio Dino, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Cristiano Zanin, Cármen Lúcia e Edson Fachin, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
O ministro Alexandre de Moraes é apontado como o principal foco das sanções, em razão de seu papel no julgamento de envolvidos na tentativa de golpe de Estado durante o governo Jair Bolsonaro. O governo brasileiro, no entanto, vê as medidas como uma ingerência externa nos assuntos internos do Judiciário nacional.
Primeiro encontro presencial entre Lula e Trump
A reunião na Ásia marcará a primeira conversa presencial entre Lula e Trump desde o breve contato na Assembleia-Geral da ONU, em setembro, em Nova York.
Na ocasião, os dois se cumprimentaram rapidamente, mantendo um tom cordial. Dias depois, tiveram uma conversa por telefone, quando Lula pediu a retirada da sobretaxa de 50% aplicada pelo governo americano sobre produtos brasileiros, principalmente aço e alumínio.
O Planalto vê o novo encontro como uma oportunidade diplomática estratégica para reaproximar os dois países e corrigir percepções negativas sobre a atuação do STF e da política interna brasileira.As informações são da Revista Oeste.