Lula dispara: “Não tem nada mais barato do que cuidar do pobre
Lula afirmou que cuidar do pobre é barato e criticou a burocracia estatal após reunião sobre o programa Move Brasil em Brasília
Por ContraFatos 29/07/2026 Atualizado em 29/07/2026
Lula Foto: Ricardo Stuckert / PR
Presidente criticou a burocracia estatal como principal obstáculo para liberar recursos à população de baixa renda
Após participar de uma reunião sobre o programa Move Brasil no Palácio da Alvorada, em Brasília (DF), nesta terça-feira (28), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) fez declarações enfáticas sobre o custo de manter políticas voltadas à população mais vulnerável do país.
Burocracia como entrave às políticas sociais
Na avaliação do presidente, o verdadeiro problema não reside no valor investido em programas de assistência aos mais pobres. O gargalo, segundo ele, está na engrenagem burocrática do Estado, que dificulta a liberação de recursos e a implementação de ações concretas.
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O petista foi direto ao expor sua visão sobre o tema, conforme informações do Poder360:
“Nada neste país é criado com facilidade. Tudo que a gente vai fazer para os pobres é difícil, é incrível. O pobre custa muito barato, não tem nada mais barato do que cuidar do pobre. Mas tudo que a gente vai fazer para o pobre, a máquina, o sistema, não existe papel”, declarou Lula.
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A reunião que antecedeu as declarações tratava do Move Brasil, programa criado pelo governo federal com o objetivo de ampliar o acesso ao crédito para trabalhadores que utilizam veículos como instrumento de trabalho. A iniciativa é voltada a motoristas de aplicativos, motoboys e outros profissionais do setor de transporte informal.
Lula aproveitou o contexto da discussão sobre o programa para reforçar uma ideia que tem repetido ao longo de seus mandatos: a de que nenhuma conquista voltada à parcela mais pobre da população brasileira acontece sem enfrentar resistências dentro do próprio aparato governamental.
Declarações repercutem em momento de debate fiscal
As falas do presidente ocorrem em um período de intensa discussão sobre os gastos públicos e a sustentabilidade fiscal do governo. Ao classificar o investimento nos mais pobres como “barato“, Lula busca contrapor narrativas que apontam os programas sociais como fonte de desequilíbrio nas contas da União.
O presidente, no entanto, não detalhou medidas específicas para desburocratizar os processos internos que, segundo ele próprio, travam a execução dessas políticas.