Lula é criticado e governo responde com nota sobre combate às drogas
Após fala polêmica de Lula, Secom afirma que governo combate o tráfico com firmeza e registra operações recordes.
Por ContraFatos 24/10/2025 Atualizado em 24/10/2025
Sidônio Palmeira durante sua cerimônia de posse como ministro da Secom | Reprodução/Youtube
Governo diz que “não tolera o tráfico” e destaca operações recordes contra o crime organizado
O Governo Federal divulgou, nesta sexta-feira (24), uma nota oficial em defesa da política de segurança pública após declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) gerarem repercussão. Em discurso recente, Lula afirmou que “traficantes são vítimas dos usuários”, o que motivou críticas da oposição e reações nas redes sociais.
A Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) afirmou no comunicado que o governo “não tolera o tráfico de drogas” e reforçou o compromisso de enfrentamento ao crime organizado. Segundo o texto, o país tem atuado com inteligência e firmeza para enfraquecer organizações criminosas e já apresenta resultados expressivos.
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A nota lembrou a maior operação já realizada no Brasil contra o crime organizado, em agosto de 2024, que mirou o setor financeiro de um grupo mafioso. O governo também destacou que, somente neste ano, ações da Polícia Federal resultaram na apreensão de cerca de R$ 7 bilhões em bens de criminosos — mais que o dobro do registrado em 2023.
Outro avanço citado foi o desempenho da Polícia Rodoviária Federal (PRF), que atingiu recorde de 850 toneladas de drogas apreendidas nas rodovias brasileiras. Segundo o Planalto, o número de operações de combate ao crime organizado também cresceu, passando de 1.875 em 2022 para 3.393 em 2024.
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A Secom informou ainda que o governo pretende ampliar as ações de segurança pública, com apoio da PEC da Segurança Pública e de outros projetos em tramitação no Congresso Nacional.
A nota foi divulgada após fortes críticas da oposição. O deputado Sóstenes Cavalcante (PL-RJ) acusou Lula de “tentar agradar bandido” e de recuar apenas nas redes sociais. Até a publicação desta matéria, o Planalto não havia comentado as declarações do parlamentar.