“Vamos começar por aí, vamos começar por entregar o [Alexandre] Ramagem, que está condenado a 16 anos e está escondido lá”, declarou Lula.
Na mesma fala, o presidente fez referência ao empresário Ricardo Magro, ligado à Refit, empresa que, segundo Lula, acumula débitos bilionários em impostos junto ao governo brasileiro.
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Entrar no grupo Críticas a Marco Rubio e à família Bolsonaro
Lula também mirou o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, questionando sua ausência e insinuando motivações políticas por trás da decisão de Washington.
“Seu Marco Rubio não estava lá, possivelmente porque estivesse preparado para ajudar o filho de um bolsonarista, que é candidato à eleição nesse país, que não tem vergonha de trair nossa pátria”, declarou o presidente.
Em tom mais duro, Lula recusou o que considerou tratamento desrespeitoso por parte dos americanos: “Quer combater o crime organizado? Me entregue os nossos que estão nos EUA. Não aceitamos ser tratados como moleques, como se fosse uma republiqueta”, afirmou.
Governo federal invoca soberania nacional
Além das declarações presidenciais, o Palácio do Planalto se manifestou de forma oficial. A Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom) divulgou nota na qual afirmou que “a soberania nacional é inegociável” e rejeitou qualquer forma de interferência estrangeira no território brasileiro.
O comunicado ressaltou que o Brasil já conduz operações permanentes contra o PCC, o Comando Vermelho e outras facções criminosas, dispensando tutela externa para enfrentar o problema.
A nota do governo ainda dirigiu críticas à família Bolsonaro e sustentou que a população brasileira vem sendo enganada “por traidores”.
Preocupação no Planalto com atuação dos EUA em solo brasileiro
Nos bastidores, a classificação do PCC e do CV como grupos terroristas gerou apreensão dentro do governo federal. A principal preocupação reside na possibilidade de os Estados Unidos utilizarem a designação para justificar algum tipo de atuação direta em território brasileiro, o que seria considerado violação da soberania do país.