Crítica ao Planalto e à condução política
Em nota pública, Paulinho da Força afirmou que o gesto do presidente representa um desprestígio deliberado ao trabalho do Legislativo. Segundo ele, o Congresso construiu uma solução jurídica equilibrada para tratar as condenações relacionadas aos atos de 8 de janeiro, mas teve esse esforço desconsiderado.
“O Congresso Nacional entregou ao presidente Lula a bandeira branca da paz institucional do Brasil, fruto de um trabalho sério, responsável e amplamente dialogado”, declarou. “Ao vetar esse projeto, Lula desconsidera uma construção coletiva do Congresso e reabre tensões que já haviam sido superadas, optando pelo confronto em vez do diálogo.”
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Entrar no grupo O deputado ressaltou ainda que o texto foi aprovado tanto pela Câmara quanto pelo Senado, após amplo debate entre parlamentares de diferentes espectros políticos.
Reconhecimento internacional citado pelo relator
De acordo com Paulinho, o projeto chegou a receber elogios no exterior, sendo interpretado como um gesto de amadurecimento institucional do Brasil. “O projeto foi reconhecido e elogiado internacionalmente, inclusive pelos Estados Unidos, como um sinal claro de estabilidade, maturidade democrática e pacificação do país”, afirmou o parlamentar.
Dosimetria não é anistia, diz deputado
O relator também rebateu o principal argumento usado pelo governo para justificar o veto, o de que o projeto teria caráter anistiante. Segundo ele, essa interpretação não corresponde ao conteúdo da proposta.
“Reafirmo: dosimetria não é anistia”, afirmou. “Não apaga crimes, mas garante justiça proporcional, segurança jurídica e respeito à Constituição.”
Na avaliação do deputado, o veto envia uma mensagem negativa ao cenário internacional. “Em um mundo marcado por conflitos, o veto de Lula envia ao mundo um sinal perigoso: o de que o Brasil não busca a paz institucional, mas o confronto permanente”, disse.
Movimento para derrubar o veto
Paulinho da Força afirmou que já atua para derrubar o veto presidencial no Congresso Nacional. Segundo ele, o objetivo é restabelecer o diálogo entre os Poderes e avançar na pacificação política do país.
“Estou trabalhando para derrubar esse veto e contribuir para a pacificação institucional do Brasil, com firmeza, responsabilidade e compromisso com a democracia”, declarou. “Quem carrega a bandeira da paz não se curva ao autoritarismo, não aceita retrocessos e não foge da luta.”
Evento esvaziado na Praça dos Três Poderes
Enquanto o veto era assinado, a Praça dos Três Poderes, em Brasília, registrava baixo público na manifestação convocada pela base de apoio do governo em defesa da “democracia”. O ato ocorreu após a cerimônia institucional no Palácio do Planalto.
Assim como em 2025, a praça apareceu esvaziada. De acordo com informações obtidas pela Oeste junto a fontes da segurança pública, cerca de mil pessoas participaram da manifestação.