Lula Reconduz Paulo Gonet à PGR às Vésperas de Julgamento do suposto ‘Golpe’
Lula reconduz Paulo Gonet à PGR antes de julgamento de Bolsonaro; procurador terá que ser sabatinado no Senado.
Por ContraFatos 27/08/2025 Atualizado em 27/08/2025
Lula e Paulo Gonet Foto: Ricardo Stuckert / PR
Procurador-geral terá que passar por nova sabatina no Senado; recondução ocorre dias antes de julgamento de Bolsonaro
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) decidiu reconduzir Paulo Gonet ao cargo de procurador-geral da República (PGR) nesta quarta-feira (27), em encontro realizado no Palácio do Planalto. A decisão acontece às vésperas do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) no Supremo Tribunal Federal (STF), acusado de tentativa de golpe de Estado.
Para continuar no comando da PGR, Gonet precisará passar por uma nova sabatina no Senado Federal, em data que será definida pelo presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Na votação, ele precisará de ao menos 41 votos favoráveis para ter seu nome confirmado.
Leitura
Mandato, histórico e indicação
Paulo Gonet assumiu a chefia da PGR em dezembro de 2023, após ser indicado por Lula. Seu atual mandato vai até dezembro de 2024. Na ocasião, ele foi escolhido fora da lista tríplice apresentada pela Associação Nacional dos Procuradores da República, mas conseguiu a aprovação do Senado com 65 votos durante a sabatina do ano passado.
Insatisfação da oposição com Gonet
Atualmente, Gonet é alvo de forte insatisfação da oposição, especialmente por ter sido o responsável por denunciar Bolsonaro e outros 33 aliados políticos. Segundo o procurador-geral, o ex-presidente teria conduzido uma “articulação consciente para gerar um ambiente propício à violência e ao golpe”, utilizando a “máquina pública” para fomentar a radicalização e a ruptura da ordem democrática.
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O documento produzido por Gonet contra o chamado núcleo crucial da suposta trama golpista reúne mais de 500 páginas. Nesse grupo estão oito réus, incluindo Bolsonaro. O julgamento do caso está previsto para começar em 2 de setembro, na 1ª Turma do STF, e deve se estender até o dia 12 do mesmo mês.