Lula se diz ‘triste’ após EUA classificarem PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas
Presidente Lula reagiu com tristeza à decisão dos EUA de classificar PCC e Comando Vermelho como organizações terroristas globais
Por ContraFatos 29/05/2026 Atualizado em 29/05/2026
Lula durante entrevista à TV Brasil | Foto: Reprodução/YouTube/TV Brasil
Presidente reagiu à decisão de Washington um dia depois do anúncio feito pelo secretário de Estado Marco Rubio
A decisão do governo norte-americano de enquadrar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas globais provocou reação imediata do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em evento oficial, o petista demonstrou descontentamento e contestou a medida anunciada em Washington.
Reuniões de Flávio Bolsonaro com Trump antecederam o anúncio
O enquadramento das facções brasileiras veio na esteira de uma articulação política conduzida pelo senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Na terça-feira, 26, o parlamentar se reuniu diretamente com o presidente Donald Trump para sugerir a classificação. No dia seguinte, Bolsonaro também tratou do tema com o vice-presidente J.D. Vance e com o próprio Marco Rubio. Os encontros ocorreram pouco antes do anúncio oficial das sanções.
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Lula chamou Rubio de ‘um tal de Marco Rubio’
Durante a manifestação pública, Lula se referiu ao secretário de Estado norte-americano como “um tal de Marco Rubio”. O presidente reconheceu a gravidade das ações das facções, mas insistiu que o combate deve ser conduzido pelo Brasil.
“Eu tô muito triste hoje”, afirmou Lula. “Esse tal de Comando Vermelho e PCC são terroristas para as comunidades brasileiras, eles roubam o direito de viver livremente.”
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Na mesma fala, o chefe do Executivo destacou o impacto dessas organizações sobre as famílias nas periferias. “Nós vamos combatê-los aqui dentro”, declarou.
Presidente diferenciou facções brasileiras de ameaças internacionais
Lula argumentou que os criminosos que atuam no Brasil não se encaixam no perfil de ameaças que o governo Trump costuma monitorar. “Eles não são os terroristas que o Trump quer”, ponderou, mencionando o terrorista Osama Bin Laden, morto em maio de 2011 por forças norte-americanas.
Departamento de Estado detalhou alcance internacional das facções
O Departamento de Estado dos EUA formalizou o novo status jurídico e financeiro aplicável ao PCC e ao Comando Vermelho. Segundo o comunicado divulgado pela Casa Branca, as organizações comandam milhares de integrantes e são responsáveis por ataques brutais na região.
O órgão norte-americano ressaltou ainda que a influência das facções vai além das fronteiras brasileiras, atingindo inclusive o território dos Estados Unidos. A medida entra em vigor a partir de 5 de junho deste ano.
Marco Rubio afirmou que o governo utilizará todas as ferramentas administrativas disponíveis para estrangular as receitas do narcotráfico ligado a esses grupos.