Ministro da Justiça minimiza foco no caso Master
Apesar da proximidade temporal com a decisão do STF, Wellington César afirmou que o caso Banco Master não foi o tema central do encontro. Segundo ele, a pauta principal foi a articulação entre órgãos do Estado para o combate ao crime organizado.
“O tema foi tratado como eixo”, afirmou o ministro ao jornal Folha de S.Paulo. “É uma diretriz de órgãos de Estado que não se preocupa com nenhuma particularidade específica. Por outro lado, não vai deixar de atuar contra todos aqueles que se ajustem a esse perfil.”
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Entrar no grupo O encontro não constava inicialmente na agenda oficial do presidente e só foi registrado após sua realização.
Governo nega reação a conflitos institucionais
Wellington César também rejeitou a interpretação de que Lula teria convocado a reunião em razão de ruídos ou tensões entre os órgãos envolvidos.
“Eu acho que há uma constatação de que o tamanho do problema justifica e merece uma conjugação de esforços dessa escala”, declarou.
Além dos já citados, estiveram presentes o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o diretor do Banco Central, Gabriel Galípolo, o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, o procurador-geral da República, Paulo Gonet, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e o secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Dario Durigan.
Integração entre órgãos é defendida por Wellington César
O ministro da Justiça destacou que a integração entre Receita Federal, Polícia Federal, Ministério Público e Judiciário é essencial para dar efetividade às investigações e uniformizar procedimentos, respeitando as competências institucionais.
“Na prática, significa dizer que a Receita Federal, a Polícia Federal atuam num primeiro momento na persecução, no combate a esses crimes, mas, num determinado instante, o Ministério Público precisa entrar, o Judiciário precisa se pronunciar e ajustar essa sintonia de como isso acontecer, como uniformizar procedimentos, respeitadas as garantias e a autonomia de cada um desses órgãos”, afirmou.
Segundo ele, novas reuniões com secretários especiais estavam previstas ao longo da tarde para aprofundar a cooperação entre os Poderes e outras instituições.
“Nós não podemos falar de racionalidade, de articulação, de integração se estabelecermos um teto baixo para essas iniciativas”, disse. Para Wellington César, envolver todos os parceiros institucionais é a única forma de viabilizar essa coordenação.