Conversa a portas fechadas
A iniciativa partiu de Lula, que conduziu a maior parte da conversa a sós com Ferreira. Segundo relatos ouvidos pelo site PlatôBR, apenas o chefe de gabinete da Presidência, Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, e um garçom que serviu café interromperam brevemente o diálogo.
Durante o encontro, o clima foi descrito como descontraído. Lula e o ministro relembraram passagens profissionais na Caixa Econômica Federal, onde Ferreira atuou como diretor jurídico. Também mencionaram amigos em comum.
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Entrar no grupo Ampliação do diálogo com o Judiciário
O presidente informou ao ministro que pretende iniciar uma rodada de conversas com integrantes do STJ. Três meses antes dessa reunião, Lula já havia recebido 23 dos então 31 ministros da Corte na Granja do Torto.
Naquele momento, duas cadeiras ainda estavam vagas no tribunal, que conta com 33 membros em sua composição completa.
Lula também buscou ouvir a avaliação de Ferreira sobre Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal (STF), nome indicado semanas antes. De acordo com interlocutores, o ministro fez elogios à escolha.
Cassações no radar
Outro assunto tratado foi a situação de governadores que enfrentam risco de cassação no TSE, como Antonio Denarium, de Roraima, e Cláudio Castro, do Rio de Janeiro. Ambos são adversários do governo federal e aliados da família Bolsonaro.
Pessoas próximas ao presidente relataram que Lula avaliou ser improvável a ocorrência de cassações em ano eleitoral. Segundo essas fontes, não houve qualquer pedido ou intervenção específica sobre os processos em curso.
Posse no TSE dias depois
Sete dias após o encontro no Planalto, Antonio Carlos Ferreira foi eleito e tomou posse como corregedor eleitoral do TSE. A escolha já era esperada, pois ele era o ministro mais antigo em atividade no tribunal desde junho de 2023.