“Qualquer força militar do mundo reconhece o poder dos Igla-S. A Venezuela conta com 5 mil desses mísseis posicionados para assegurar a paz, a estabilidade e a tranquilidade do país”, declarou o ditador.
Treinamento e rede de vigilância popular
Maduro também revelou que o país possui equipamentos de simulação para treinar os operadores dos mísseis, espalhados por todo o território. Ele defendeu que a Venezuela deve estar pronta para reagir a qualquer provocação.
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Entrar no grupo “A Venezuela deve ser uma nação inexpugnável; quem não nos provoca não terá problemas conosco”, afirmou.
Além disso, o regime chavista implementou um sistema digital de vigilância, que permitirá aos milicianos e simpatizantes do governo reportarem atividades suspeitas em tempo real. A medida faz parte da chamada “inteligência popular”, uma rede de monitoramento comunitário usada para controlar a população e reprimir opositores.
Maduro também ratificou um decreto de emergência nacional, reforçando medidas de segurança diante de eventuais agressões externas.
O sistema Igla-S
O Igla-S é um míssil antiaéreo portátil de fabricação russa, projetado para neutralizar aviões, helicópteros e drones em baixas altitudes. O armamento já foi usado em manobras militares anteriores ordenadas por Maduro em resposta à presença de forças norte-americanas na região.
Reação dos Estados Unidos
No mesmo dia do anúncio, o presidente Donald Trump afirmou que, caso decida intensificar as operações antidrogas na Venezuela, informará o Congresso americano, classificando a ação como uma questão de segurança nacional.
O Departamento de Defesa dos EUA relatou recentemente a destruição de duas embarcações ligadas ao narcotráfico no Pacífico, o oitavo ataque do tipo desde o início da operação de combate ao tráfico no Caribe.
Escalada militar e alerta do governo venezuelano
O ministro da Defesa da Venezuela, Vladimir Padrino López, também alertou a população para “se preparar para o pior”, referindo-se à suposta ameaça dos Estados Unidos. Segundo ele, um eventual confronto direto poderia incluir bombardeios aéreos e bloqueios navais.
Para enfrentar esses possíveis cenários, o governo venezuelano tem reforçado sua presença militar em todo o país, ampliando bases, treinamentos e o número de tropas.