Pressão diplomática e acusações dos EUA
Na última semana, o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, reiterou que Washington não reconhece Maduro como presidente legítimo da Venezuela. Desde 2024, os EUA consideram o opositor Edmundo González Urrutia como vencedor da eleição presidencial.
Rubio ainda acusou Maduro de liderar o Cartel de Los Soles, organização ligada ao narcotráfico, ao mesmo tempo em que a Casa Branca elevou para US$ 50 milhões a recompensa por informações que levem à prisão do ditador venezuelano.
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Entrar no grupo Apoio e divergências na América do Sul
Governos de países como Argentina, Paraguai, Equador, Guiana e Trinidad e Tobago apoiaram a classificação do Cartel de Los Soles como grupo terrorista. Já o presidente da Colômbia, Gustavo Petro, nega a existência da organização, apesar das denúncias feitas por Washington desde os anos 1990.
Trechos da carta de Maduro à ONU
Na mensagem enviada a Guterres, Maduro afirmou que a Venezuela é alvo há anos de “política sistemática de assédio” por parte dos Estados Unidos, marcada por sanções unilaterais, campanhas de difamação e ameaças militares.
O ditador destacou ainda a presença de um submarino nuclear norte-americano na região, classificada por ele como “ameaça gravíssima à estabilidade hemisférica”.
Segundo Maduro, as ações violam princípios fundamentais da Carta das Nações Unidas e tratados internacionais como o Tratado de Tlatelolco, que estabelece a desnuclearização da América Latina, além da Proclama da CELAC de 2014, que declarou a região uma “Zona de Paz”.
“A humanidade e esta Organização não podem permitir que ressurgam políticas de força que coloquem em risco a paz e a segurança internacionais”, escreveu.