De acordo com o relato feito à PCDF, após o início do procedimento, a técnica de enfermagem informou ao senador que seria aplicada a injeção de contraste. Contudo, ao dar início a essa etapa, a bomba de infusão detectou bloqueio e pressão no acesso venoso. A profissional, então, teria se aproximado do parlamentar e comunicado a necessidade de fazer uma compressão em seu braço.
Foi nesse momento, segundo o boletim, que Magno Malta teria desferido um “tapa forte” no rosto da mulher, golpe com intensidade suficiente para “entortar seus óculos”. A funcionária ainda relatou que foi chamada de “imunda” e de “incompetente” pelo senador, e que está com medo de reencontrá-lo após o episódio.
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Entrar no grupo Versão do senador Magno Malta sobre o ocorrido
Malta havia passado mal a caminho do Congresso na quinta-feira e foi internado em um hospital particular da capital federal. No vídeo publicado no sábado, ele negou qualquer agressão e se colocou como a verdadeira vítima da situação.
“Aqui o atingido fui eu. A vítima fui eu. Eu que tive o braço prestes a ter uma trombose”, afirmou o parlamentar. De acordo com sua versão, a profissional teria inserido a agulha de forma incorreta em seu braço durante o procedimento de angiotomografia, o que fez com que a medicação circulasse fora do vaso sanguíneo.
“O catéter foi colocado fora da veia e todo o medicamento, inclusive o contraste caiu todo dentro do meu braço, fora da veia. Eu comecei a sentir dores, a dizer ‘tá ardendo! tá doendo! esse catéter está errado’. Até que quando colocou o contraste eu não aguentei”, relatou Malta, acrescentando que saiu do exame em seguida.
Defesa do senador avalia ação judicial e representação profissional
A equipe jurídica de Magno Malta também se manifestou. Os advogados informaram que avaliam propor uma ação indenizatória por danos morais contra a técnica de enfermagem, além de apresentar uma representação junto ao Conselho Regional de Enfermagem do Distrito Federal.
Em documento divulgado pela defesa, consta que “no curso dos procedimentos diagnósticos em andamento, a responsável pelo exame de angiotomografia administrou o contraste de forma tecnicamente incorreta, gerando extravasamento do líquido no braço direito do Senador, com formação de trombose e expressivo hematoma”.
O texto ainda sustenta que “o Senador, sob forte medicação, com a cognição afetada pelo quadro clínico instalado e sentindo dores intensas, reagiu ao sofrimento físico e não a pessoa da técnica, acionando imediatamente o médico responsável pelo acompanhamento”.
Os advogados de Malta argumentaram que “não é incomum em situações de erro médico hospitalar de tal magnitude”, especialmente “quando o paciente é figura pública”, que o profissional envolvido “antecipe uma narrativa inversa”, visando, de acordo com o texto, deslocar o foco da falha técnica para uma “suposta agressividade da vítima”.
Hospital DF Star abre apuração e oferece suporte à funcionária
O Hospital DF Star, onde o episódio ocorreu, divulgou nota oficial informando que deu início a uma apuração administrativa para esclarecer os fatos. A unidade também destacou que vem oferecendo suporte à colaboradora que relatou ter sido vítima de agressão.
“O Hospital DF Star informa que iniciou uma apuração administrativa sobre o fato ocorrido na noite de quinta-feira e que vem dando todo o suporte à colaboradora que relatou ter sido vítima de agressão. A unidade também reitera que está à disposição para prestar todos os esclarecimentos necessários às autoridades envolvidas na investigação do episódio”, escreveu a instituição.