Marcha do Orgulho Trans de São Paulo é cancelada em 2026 após perda de patrocínio
Marcha do Orgulho Trans de São Paulo é cancelada em 2026 após perda de patrocínio e saída do Instituto SSEX BBOX da organização do evento
Por ContraFatos 29/05/2026 Atualizado em 29/05/2026
Bandeira Trans Foto: Unsplash
Retirada de empresas e mudanças no cenário internacional pesaram na decisão do Instituto SSEX BBOX
A edição de 2026 da Marcha do Orgulho Trans de São Paulo não vai acontecer. O evento, que vinha sendo realizado desde 2018 no Largo do Arouche, perdeu seu principal organizador: o Instituto SSEX BBOX, que decidiu deixar a coordenação da manifestação.
Queda de patrocínio motivada pelo governo Trump
A perda de patrocínio foi apontada como fator determinante para o cancelamento. Lyon Adryan Ror, fundador do Instituto SSEX BBOX, explicou à coluna de Mônica Bergamo, da Folha de S.Paulo, que alterações no panorama internacional — especialmente após o governo do presidente Donald Trump — levaram empresas norte-americanas a cortarem investimentos em iniciativas voltadas à comunidade LGBTQIA+.
Leitura
“Esse ecossistema de investimento e patrocínio ligado às iniciativas LGBTQIA+ mudou consideravelmente nos últimos anos (…) Isso teve impacto direto em muitas organizações, projetos culturais e iniciativas independentes, e nós não somos diferentes”, declarou Ror.
Estímulo a novas lideranças também motivou a saída
Além das dificuldades financeiras, Lyon Adryan Ror afirmou que a decisão de se afastar da organização também tem relação com o desejo de incentivar o surgimento de novas lideranças dentro do movimento LGBTQIA+. A entidade informou que abrirá inscrições para que outros grupos interessados possam assumir a realização da Marcha Trans nos próximos anos.
Receba no WhatsApp as principais noticias do dia
Entre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
O impacto do recuo de patrocinadores não se limita à Marcha Trans. A Parada do Orgulho LGBT+ de São Paulo registrou uma queda de 60% no apoio financeiro entre 2025 e 2026. A redução foi provocada pela saída de multinacionais que deixaram de financiar a celebração, refletindo a mesma tendência observada no cenário global de retração de investimentos corporativos em causas LGBTQIA+.