Lula não participou da cerimônia de abertura
Diferentemente de edições anteriores, o presidente Lula optou por não comparecer à abertura da Marcha dos Prefeitos neste ano, embora tenha sido convidado. O chefe do Executivo já havia participado presencialmente de encontros passados do evento. A ausência fez com que coubesse a Alckmin a tarefa de representar o governo federal na ocasião.
O que Alckmin disse em seu discurso
Durante sua fala, o vice-presidente anunciou que Lula vai receber, nesta quarta-feira, 20, o presidente da CNM, Paulo Ziulkoski, responsável pela organização da Marcha dos Prefeitos.
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Entrar no grupo Alckmin também buscou destacar a relação institucional do governo federal com os municípios brasileiros. Segundo ele, a gestão Lula não faz distinção partidária no trato com as prefeituras. “O presidente Lula atende todos os prefeitos sem olhar partido político”, afirmou o vice-presidente.
Ao longo do pronunciamento, Alckmin defendeu programas federais direcionados aos municípios e mencionou iniciativas de apoio fiscal e investimentos em infraestrutura como exemplos da atuação do governo junto às administrações locais.
Histórico de tensão no evento
A recepção hostil a Alckmin não é um episódio isolado na história recente da Marcha dos Prefeitos. Na edição de 2025, o próprio presidente Lula foi alvo de vaias em diferentes momentos — ao subir ao palco, durante o discurso e também no encerramento. Naquela ocasião, parte dos participantes também reagiu com aplausos, criando um cenário semelhante de divisão na plateia.
Realizado desde 1998, o encontro da CNM em Brasília é um dos principais eventos do municipalismo brasileiro. Milhares de prefeitos, vereadores e secretários municipais de todo o país se reúnem anualmente para debater questões ligadas ao pacto federativo, repasses da União e financiamento das prefeituras.