Marco Aurélio Mello defende André Mendonça após pedido de inclusão no inquérito das fake news
Ex-ministro Marco Aurélio Mello defende André Mendonça e afirma que colega cumpriu seu papel ao encaminhar relatório da PF ao Ministério Público
Por ContraFatos 05/09/2026 Atualizado em 05/09/2026
Foto: Fellipe Sampaio/ SCO/ STF
Ex-ministro do STF afirma que Mendonça cumpriu seu papel ao encaminhar relatório da PF sobre mensagens de Moraes e Vorcaro
O pedido de Alexandre de Moraes para incluir o ministro André Mendonça no inquérito das fake news gerou uma reação enfática de um ex-integrante da Corte. Em entrevista à GloboNews, o ministro aposentado do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello saiu em defesa de Mendonça, sustentando que o colega agiu dentro de suas atribuições legais.
O que motivou a polêmica entre os ministros
Na terça-feira, 1º de setembro, André Mendonça decidiu retirar o sigilo de um relatório da Polícia Federal que continha 52 mensagens trocadas entre Moraes e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master. Além de tornar o documento público, Mendonça solicitou uma reunião do plenário do STF para que o conteúdo fosse debatido entre os ministros.
Leitura
A resposta de Moraes veio em seguida: ele pediu que Mendonça fosse investigado. O requerimento foi formalizado no inquérito das fake news, procedimento aberto em 2019 e relatado pelo próprio Moraes.
Marco Aurélio Mello rebate e explica o papel do magistrado
Para Marco Aurélio Mello, a conduta de Mendonça foi correta e condizente com a função de um magistrado diante de elementos apresentados pela investigação policial. O ex-ministro detalhou sua posição em termos categóricos:
Receba no WhatsApp as principais noticias do dia
Entre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
“Em primeiro lugar, juiz não investiga, quem investiga é a polícia. O juiz capitaneia o inquérito. E aí, evidentemente, ouvindo o Ministério Público, ele determina providências ou ele próprio pode pedir à polícia esclarecimento sobre elementos contidos no inquérito, e é o que vem fazendo o ministro André Mendonça. O que ele fez diante de um relatório da Polícia Federal? Encaminhou ao Ministério Público para que houvesse pronunciamento.”
Procurador-geral Paulo Gonet também é mencionado no relatório
O documento da PF não se restringe à relação entre Moraes e Vorcaro. O relatório também faz referência ao procurador-geral da República, Paulo Gonet, que aparece nas mensagens analisadas mantendo contatos com o dono do Banco Master.
Após a divulgação do material, Gonet solicitou a nulidade do relatório — uma posição que chamou atenção, uma vez que seu próprio nome figura entre os citados nas comunicações investigadas.