Histórico da indicação de Moraes à Suprema Corte
A vaga no STF surgiu com a morte do ministro Teori Zavascki, vítima de um acidente aéreo em janeiro de 2017. Na ocasião, Marco Aurélio Mello saiu em defesa do nome de Moraes, destacando sua trajetória como professor universitário, promotor de Justiça, secretário municipal e secretário de Segurança Pública de São Paulo.
O então presidente Michel Temer oficializou a indicação em 6 de fevereiro de 2017. Após uma sabatina que durou quase 12 horas, a Comissão de Constituição e Justiça do Senado aprovou o nome por 19 votos a 7. No plenário, a confirmação veio com 55 votos favoráveis e 13 contrários, em 22 de fevereiro. Moraes tomou posse na Corte um mês depois.
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Entrar no grupo Defesa da atuação de André Mendonça
Além de expressar seu arrependimento, o ministro aposentado manifestou apoio à conduta de André Mendonça nas investigações envolvendo o Banco Master. Como relator do caso, Mendonça retirou o sigilo de um relatório da Polícia Federal (PF) que reúne informações sobre os contatos entre Vorcaro e Moraes, além de outras autoridades.
“Penso que está havendo uma inversão de valores”, afirmou Marco Aurélio. “O ministro André Mendonça se defrontou com um relatório da Polícia Federal e procedeu como deveria, encaminhando à Procuradoria-Geral da República.”
O que a Polícia Federal descobriu
Segundo a PF, os registros analisados cobrem encontros realizados entre fevereiro de 2024 e agosto de 2025. O material documenta um jantar entre Moraes e Vorcaro, acompanhado das respectivas mulheres, além de outros encontros relatados pelo banqueiro em conversas com pessoas próximas. Os bastidores dessa história foram destaque na reportagem de capa da Edição 338 da Revista Oeste.
A corporação também recuperou textos escritos por Vorcaro no bloco de notas de seu celular. De acordo com os investigadores, o banqueiro fazia capturas de tela e as enviava pelo WhatsApp como mensagens de visualização única. Entre os registros encontrados está uma consulta sobre a possibilidade de deixar o Brasil antes de sua prisão, ocorrida em novembro de 2025.
Crítica à posição da PGR
Marco Aurélio Mello também contestou o posicionamento da Procuradoria-Geral da República no caso, reforçando sua visão de que o tratamento dado às revelações precisava ser mais firme e compatível com a gravidade dos fatos apurados.