Marco Rubio percorre três países da América Latina para estreitar alianças com governos de direita
Marco Rubio visita Colômbia, Equador e Peru para fortalecer alianças com governos de direita dentro do projeto Escudo das Américas
Por ContraFatos 08/09/2026 Atualizado em 08/09/2026
Marco Rubio Foto: EFE/EPA/AARON SCHWARTZ / POOL
Secretário de Estado dos EUA visitará Colômbia, Equador e Peru entre terça e quinta-feira como parte do projeto Escudo das Américas
A agenda diplomática do secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, prevê passagens por três nações sul-americanas entre esta terça-feira (8) e a próxima quinta (10). O roteiro inclui Colômbia, Equador e Peru, com o propósito de consolidar os vínculos de Washington com presidentes de direita que comandam esses países.
Projeto Escudo das Américas orienta a estratégia da viagem
A turnê está inserida no chamado Escudo das Américas, iniciativa norte-americana desenhada para ampliar a cooperação com a América Latina. Segundo Thomas Pigott, porta-voz do Departamento de Estado, a missão busca reforçar a “cooperação no combate conjunto ao narcoterrorismo e os benefícios de relações comerciais mais estreitas”.
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Em comunicado oficial, o Departamento de Estado destacou que, ao longo dos compromissos nos três países, o secretário reafirmará o compromisso do governo Trump com um Hemisfério Ocidental seguro, próspero e democrático.
Primeira parada: Colômbia e o novo presidente Abelardo de la Espriella
O ponto de partida da viagem será a Colômbia, onde Rubio terá reunião com o recém-empossado presidente Abelardo de la Espriella. A pauta do encontro abrange temas amplos: segurança, relações comerciais e o auxílio dos EUA após o terremoto que atingiu o território colombiano. Além disso, estão previstos acordos nos setores de energia nuclear civil e minerais críticos.
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Na sequência, o secretário de Estado seguirá para o Equador, onde tem encontro marcado com o presidente Daniel Noboa. O último compromisso da viagem acontecerá no Peru, em reunião com a presidente Keiko Fujimori, que tomou posse em julho deste ano.
A movimentação reforça a postura do governo norte-americano de priorizar a aproximação com lideranças de direita no continente, num cenário de crescente polarização política na região.