María Corina Machado defende desmonte do sistema eletrônico de votação na Venezuela
María Corina Machado defende destruir o sistema eletrônico de votação da Venezuela e construir novo modelo em até 40 semanas para garantir eleições confiáveis
Por Redator 15/02/2026 Atualizado em 15/02/2026
Foto: Reprodução
Nobel da Paz diz que modelo atual não garante confiança e pede novo sistema
María Corina Machado, líder da oposição venezuelana e vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2025, afirmou que o atual sistema eletrônico de votação da Venezuela precisa ser desmontado para que eleições futuras tenham credibilidade junto à população. A declaração foi feita durante a Conferência de Segurança de Munique, na Alemanha, um dos maiores encontros sobre segurança e política internacional.
Por que ela quer destruir o sistema
Machado criticou fortemente o modelo eletrônico utilizado nas eleições venezuelanas e defendeu a construção de um novo sistema de votação que gere “confiança absoluta nos resultados” e permita a participação de todos os venezuelanos, tanto dentro quanto fora do país. Ela afirmou que esse processo de criação de um novo modelo eleitoral levaria cerca de 40 semanas.
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Segundo a líder opositora, as eleições anteriores no país foram marcadas por fraudes e manipulação, razão pela qual é necessário começar o processo de “desmantelar o sistema eletrônico” e substituí-lo por algo que a população aceite como legítimo.
Machado foi reconhecida com o Nobel da Paz justamente por sua atuação em defesa dos direitos democráticos e pela luta por eleições livres em seu país, destacando-se como referência internacional contra a repressão e as irregularidades percebidas no processo eleitoral venezuelano.
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A Venezuela tem vivido uma profunda crise institucional e política há anos, com acusações frequentes de irregularidades nas eleições e violação de direitos humanos sob o regime de Nicolás Maduro. Relatórios internacionais indicam que eleições anteriores foram denunciadas por observadores por falta de transparência, e Machado tem sido uma voz central na oposição a esse cenário.