Com essa decisão, Massachusetts se junta a outros nove estados americanos que já não estabelecem limite gestacional para a prática: Alasca, Colorado, Maryland, Michigan, Minnesota, Nova Jérsei, Novo México, Oregon e Vermont. O Distrito de Columbia, embora não seja formalmente um estado, também integra essa lista macabra.
Governadora celebra enquanto vidas são descartadas
Durante a cerimônia de oficialização da lei, Maura Healey tratou a eliminação de vidas como se fosse uma conquista civilizatória. Suas palavras revelam uma frieza perturbadora diante da gravidade do que estava sendo aprovado.
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Entrar no grupo “O aborto continuará sendo seguro. Continuará sendo legal e continuará sendo acessível aqui em Massachusetts. Esse é o meu compromisso com vocês”, disse a governadora.
Healey justificou a medida alegando que mulheres e famílias que enfrentem complicações médicas no fim da gravidez poderão realizar o procedimento no próprio estado, sem necessidade de viajar. O argumento das “complicações médicas”, porém, não impõe qualquer restrição prática: a lei, como está, permite o aborto por qualquer motivo, em qualquer momento, sem exceção.
Reação de organizações pró-vida denuncia a brutalidade da medida
A sanção da lei provocou forte repúdio entre entidades que defendem a vida. A presidente da SBA Pro-Life America, Marjorie Dannenfelser, não poupou palavras ao classificar a legislação.
“O Partido Republicano precisa abandonar a posição de ‘deixar para os estados’ — uma postura que permite leis abomináveis de aborto tardio como esta — e promover proteções nacionais para crianças não nascidas”, declarou Dannenfelser.
A entidade também fez um alerta grave sobre a posição dos Estados Unidos no cenário global. Sem um padrão federal mínimo de proteção à vida, o país segue figurando entre os poucos no mundo que autorizam o assassinato de bebês em qualquer fase da gestação.
“Sem um padrão nacional mínimo, os Estados Unidos continuam sendo um dos únicos oito países no mundo que permitem o aborto em qualquer fase da gravidez. Devemos fazer tudo o que estiver ao nosso alcance para virar a página deste capítulo sombrio da história americana sobre o aborto tardio”, completou Marjorie Dannenfelser.
A barbárie travestida de direito
É impossível não enxergar a gravidade do que se desenrola nos Estados Unidos. Um bebê de nove meses, com todos os órgãos formados, capaz de sentir dor, de ouvir, de se mover, pode ser eliminado segundos antes de ver a luz do dia. Chamar isso de “cuidado de saúde” é uma distorção moral sem precedentes. A cada estado que adere a essa política, mais se apaga a fronteira entre o que uma sociedade civilizada deveria proteger e o que ela decide descartar. Massachusetts escolheu o lado errado da história — e fez isso aplaudindo.