Do total, 2.734 casos foram observados com a vacina da Oxford em parceria com a AstraZeneca, 1.158 com a vacina da Pfizer e da BioNTech e 66 após uma dose da vacina da Moderna.
Em seu perfil no Twitter, a médica Kate Clancy falou sobre a sua experiência pessoal de um “fluxo muito intenso” após tomar a vacina da Moderna. Em sua postagem, diversas mulheres compartilharam ter passado pela mesma situação.
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Entrar no grupo Em um deles, uma mulher conta que “toma anticoncepcional sem semana de placebo, então não menstrua”. Segundo ela, isso mudou algumas horas depois de ela ter tomado a primeira dose da vacina contra a Covid-19 (sem especificar qual foi, exatamente).
Os estudos sobre o tema, no entanto, são escassos — mas médicos no mundo todo têm tentado encontrar uma possível ligação entre menstruação e a vacina contra o coronavírus.
Em entrevista ao site London Gynaecology, a ginecologista Narendra Pisal afirmou que “em sua experiência, essas mudanças no ciclo menstrual se resolvem em três ciclos”.
“O risco é muito menor do que o benefício ao se tomar a vacina e ficar protegido de infecções graves da Covid-19 — então recomendamos fortemente a vacina para todas as mulheres”, conta.
Segundo a Agência Reguladora de Medicamentos e Produtos de Saúde (MHRA, na sigla em inglês) britânica, os “problemas durante o ciclo menstrual são extremamente comuns”.
“Então, durante qualquer período de tempo, você espera que as mulheres tenham esse tipo de problema. Se a janela de tempo incluir a pós-vacinação, os problemas podem acontecer apenas por coincidência. Os problemas na menstruação não são, geralmente, relacionados à imunização, então a plausibilidade de alguma ligação é baixa. E o MHRA não observou um aumento em eventos do tipo”, afirmou o órgão, que seria a Anvisa do Reino Unido.
Em um comunicado, a doutora Sue Ward, vice-presidente do Colégio Real para Obstetras e Ginecologistas, afirmou que mais dados são precisos para, realmente, chegar a uma conclusão sobre a possível interferência das vacinas com o ciclo menstrual.
Por enquanto, a ciência ainda tenta descobrir os impactos das vacinas na menstruação. O que se sabe é que não existe relação entre as vacinas e infertilidade e que, portanto, as pessoas não precisam adicionar isso para a lista de preocupações.
A grande maioria dos cientistas também acredita que as mudanças, se realmente causadas pela vacina, devem passar rapidamente e não causam alterações problemáticas na vida dos indivíduos.