Megaoperação derruba vereador do PT em esquema bilionário ligado ao PCC
Operação Última Parada mira vereador do PT e empresa de ônibus Transunião em esquema de lavagem de dinheiro do PCC em São Paulo
Por ContraFatos 25/06/2026 Atualizado em 25/06/2026
Vereador Senival Moura
Ação mobilizou 350 policiais e mira rede criminosa que usava empresa de ônibus para movimentar recursos ilícitos do Primeiro Comando da Capital
Uma megaoperação deflagrada na manhã desta quinta-feira, 25, resultou na prisão de Lourival de França Monário, presidente da empresa de ônibus Transunião, e colocou o vereadorSenival Moura (PT-SP) entre os principais investigados por participação em um esquema de lavagem de dinheiro vinculado ao Primeiro Comando da Capital (PCC). Moura é apontado como uma das figuras centrais da organização criminosa.
Dimensão da Operação Última Parada
Denominada Operação Última Parada, a ofensiva reuniu cerca de 350 agentes do Departamento Estadual de Investigações Criminais e integrantes do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público. A Justiça expediu cinco mandados de prisão e 104 de busca e apreensão. Os alvos estavam distribuídos por diferentes regiões do Estado de São Paulo, incluindo o litoral, além de endereços em Minas Gerais.
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Bloqueios podem somar R$ 30 bilhões
O patrimônio sob mira judicial impressiona. A Justiça autorizou o congelamento de valores em contas bancárias, com teto de até R$ 194,4 milhões por conta. Ao todo, aproximadamente cem pessoas físicas e 50 jurídicas foram atingidas pelas medidas. Somando todos os investigados, o montante total passível de bloqueio pode alcançar R$ 30 bilhões.
Além dos recursos financeiros, a decisão judicial recaiu sobre 117 veículos, 21 imóveis e três embarcações — todos vinculados ao grupo sob suspeita. De acordo com as investigações, a Transunião funcionava como fachada para operações ilegais, utilizando uma rede de empresas para viabilizar a lavagem de dinheiro do PCC.
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Entre as providências determinadas pela Justiça estão a intervenção direta na Transunião e a suspensão das atividades de empresas identificadas como parte do esquema criminoso. Equipes especializadas participaram da operação, que continua em curso. O objetivo agora é identificar o envolvimento de outros suspeitos e mapear a real extensão das fraudes praticadas pela organização.