Imóveis de luxo nos EUA e veículos sofisticados
Entre os bens no exterior, figuram um apartamento duplex na Flórida, uma casa de veraneio com residência para visitas no mesmo estado, além de uma fazenda de luxo com residência no Colorado. No campo dos veículos, constam uma Mercedes-Benz e um Ford Bronco. Um iate e outras embarcações de luxo completam o rol patrimonial. Há ainda R$ 280 milhões provenientes da venda de uma aeronave.
Valor total pode superar R$ 2 bilhões
Ao todo, 18 bens no exterior foram listados no processo, somando a avaliação de R$ 1,9 bilhão. Quatro desses itens não tiveram valores calculados, o que faz com que a estimativa global ultrapasse a marca de R$ 2 bilhões. Nem todos os ativos e bens foram efetivamente localizados pelos investigadores até o momento.
Receba no WhatsApp as principais noticias do diaEntre no grupo do ContraFatos e acompanhe os destaques em primeira mao.
Entrar no grupo Além dos bens no exterior, a medida alcançou R$ 21,4 bilhões em ativos das instituições financeiras liquidadas e imóveis vinculados às empresas do grupo.
PGR solicitou medida para impedir dispersão patrimonial
A decisão foi assinada pelo ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), em 24 de julho, atendendo a um pedido formalizado pela Procuradoria-Geral da República em 19 de junho. Para a PGR, o sequestro de todos os ativos acessados pelas liquidações extrajudiciais é a única medida capaz de garantir a correta destinação do patrimônio em sua ordem legal e o valor de mercado dos bens arrecadados
. A medida, segundo o órgão, servirá apenas para impedir a dispersão precoce do patrimônio levantado
.
A Procuradoria-Geral também argumentou que, além de danos diretos e evidentes à Fazenda Pública, o expressivo prejuízo suportado pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC) deve ser considerado
. De acordo com o pedido, embora seja entidade privada, o FGC é custeado, em grande parte, por bancos e instituições públicas, que foram indiretamente (e significativamente) lesadas pelos delitos, sendo cabível e necessária a imposição da medida
.
Oito instituições financeiras são alvo do sequestro
Na decisão, Mendonça determinou o sequestro sobre os ativos das seguintes instituições: Banco Master; Banco Master de Investimento; Banco Letsbank; Master Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários; Will Financeira Crédito, Financiamento e Investimento; Banco Pleno; Pleno Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários; e Banco Master Múltiplo.
Sigilo foi levantado por determinação de Fachin
A divulgação da decisão ocorreu após o presidente do STF, Edson Fachin, determinar que André Mendonça levantasse o sigilo das investigações sobre as fraudes do Banco Master. A partir dessa ordem, os detalhes sobre os bens bloqueados e a extensão das medidas judiciais passaram a ser de conhecimento público.