“É evidente, e até as pedras sabem, que há um inequívoco viés político-eleitoral na forma como o tema foi conduzido. Com toda sinceridade. Escolha de data, 7 de Setembro, todo esse cenário. Envolvendo essa Corte em campanha eleitoral de forma indevida”, declarou o decano.
Mendonça interrompe e exige respeito
Mendonça reagiu imediatamente, interrompendo o colega: “Vossa excelência está sendo leviano”, disparou.
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Entrar no grupo A reação enfureceu Gilmar, que respondeu em tom ainda mais duro: “Vossa excelência não tem a palavra, e vai escutar com tranquilidade. Evidente condução político-eleitoral e escolha do 7 de Setembro! Isso não se faz! Pessoas decentes não fazem isso!”
Foi então que Mendonça fez o pedido que repercutiu amplamente: “Não aponte o dedo para mim, ministro Gilmar. Não está falando com qualquer um, respeite esse tribunal.”
Gilmar encerrou a troca com uma frase incisiva: “Quem não se dá o respeito, não merece respeito.”
O que está em jogo na sessão
A sessão desta terça-feira tem como pauta central a decisão sobre a abertura de investigação contra Alexandre de Moraes. De acordo com apurações da Polícia Federal (PF), foram identificadas trocas de mensagens temporárias entre o ministro e o empresário Daniel Vorcaro. Nessas comunicações, o ex-banqueiro teria solicitado proteção e orientações ao magistrado.
As investigações também revelaram a existência de um contrato no valor de R$ 131 milhões firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia pertencente a Barci de Moraes, esposa de Alexandre de Moraes. Esse vínculo financeiro é um dos pontos centrais das apurações que motivaram o julgamento no plenário do STF.