No diálogo, Mascarenhas disse que o banco era percebido como próximo do governo federal, fazendo uma comparação com os irmãos Joesley e Wesley Batista, controladores da J&F. A reação de Vorcaro foi considerar a associação vantajosa para a imagem da instituição financeira.
“Isso aí é marketing para nós”, escreveu o banqueiro. “Manda para o Lula pra base aliada.”
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Entrar no grupo Na sequência, Mascarenhas respondeu: “Vou mandar então pro tio Guiga e Jaques”. A PF identificou que a referência seria ao publicitário Guilherme Sodré Martins, conhecido como Guiga, e ao senador Jaques Wagner.
PF aponta vínculos entre Vorcaro e lideranças políticas baianas
A análise do conteúdo do aparelho celular levou os investigadores a concluir que as mensagens indicam proximidade entre Vorcaro e figuras com influência política na Bahia. De acordo com a PF, o banqueiro mantinha contato regular com Wagner, frequentava encontros com o senador e possuía acesso direto ao seu número de telefone celular.
Busca e apreensão contra Jaques Wagner na nona fase da operação
Na quinta-feira 18, a Polícia Federal executou mandado de busca e apreensão contra Jaques Wagner na nona fase da Operação Compliance Zero. O foco da investigação é apurar se o parlamentar recebeu vantagens indevidas por meio do empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio de Vorcaro no Master.
Entre os pontos investigados está a aquisição de um apartamento avaliado em aproximadamente R$ 2,5 milhões, além de pagamentos de cerca de R$ 3,5 milhões direcionados a uma empresa ligada à família do senador.
Atuação legislativa sob suspeita
Os investigadores também examinam a participação de Wagner em propostas relacionadas à ampliação do crédito consignado, ao aumento da cobertura do Fundo Garantidor de Créditos e ao acompanhamento das negociações em torno da frustrada venda do Master ao Banco Regional de Brasília.
Segundo a PF, essas iniciativas eram estratégicas para os interesses do banco de Vorcaro. A investigação aponta ainda que Wagner manteve interlocução direta com Augusto Ferreira Lima sobre propostas legislativas e iniciativas parlamentares que poderiam favorecer o Master.
Em nota, o senador negou qualquer irregularidade.