Mesmo preso há 20 anos, Fernandinho Beira-Mar mantém controle sobre o Comando Vermelho

Mesmo após quase 20 anos em presídios federais, criminoso segue com influência sobre outros detentos, segundo a Senappen

Apesar de cumprir pena há quase duas décadas em presídios federais, Luiz Fernando da Costa, conhecido como Fernandinho Beira-Mar, continua exercendo forte influência dentro do sistema prisional e mantendo a liderança do (CV), segundo relatório atualizado da Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen).


Controle e influência dentro do sistema prisional

O documento aponta que Beira-Mar mantém contato indireto com outros presos, utilizando assistência financeira, jurídica e médica como forma de influência e manipulação. Mesmo sob regime de isolamento e monitoramento rigoroso, o criminoso ainda é visto como figura de liderança entre os detentos federais.

Beira-Mar foi o primeiro preso transferido para o sistema penitenciário federal, inaugurando a unidade de Catanduvas (PR) em 2006. Desde então, passou por presídios de Porto Velho (RO), Campo Grande (MS) e Mossoró (RN), alternando períodos de isolamento e restrição de comunicação.


Tentativas de burlar o isolamento

Relatórios anteriores de inteligência, datados de 2018, já indicavam que Beira-Mar burlava normas de segurança, utilizando familiares, advogados e visitas autorizadas para manter contato com outros integrantes do CV.

Mesmo após a reforma de 2019, que reforçou o isolamento e a vigilância sobre líderes de facções, o relatório de 2022 da Senappen apontou que o criminoso ainda custava despesas de outros presos e mantinha coordenação externa de ações por meio de intermediários.


Estado de saúde e situação atual

Os documentos mais recentes indicam que Beira-Mar segue em exercício de liderança, embora apresente sinais de desgaste psicológico devido ao longo período de reclusão e isolamento.

A Senappen, em nota, afirmou que todas as comunicações no sistema federal são monitoradas e que não há registro de irregularidades recentes.

“Não há qualquer comunicação que não seja acompanhada em tempo real por policiais penais federais. Todo contato é autorizado judicialmente e ocorre sob estrito cumprimento da Lei de Execução Penal”, informou o órgão.

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