Grupo “Copa 2022” e codinomes
O grupo investigado teria seis participantes, cada um identificado com o nome de um país — a operação recebeu o título de “Copa 2022”. A PF afirma ter conseguido identificar apenas dois dos integrantes: Rodrigo Azevedo e o também tenente-coronel Rafael de Oliveira.
Azevedo nega todas as acusações. Segundo o próprio militar, ele estava em Goiânia no dia 15 de dezembro de 2022, onde servia no Comando de Operações Especiais. Registros oficiais mostram que ele entrou no quartel às 10h42, almoçou no refeitório da unidade e comprou uma trufa de uma médica militar às 11h28.
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Entrar no grupo “Foi uma comemoração pequena”, diz esposa
De acordo com Ariane Azevedo, esposa do tenente-coronel, o marido chegou em casa por volta das 18h, no dia em que completava 41 anos. “Foi uma comemoração pequena: eu, ele e nossa filha”, contou. Ela relatou ter preparado entradas simples e pedido um prato do restaurante Spoleto, via aplicativo.
Uma foto tirada naquela noite, com o celular de Azevedo, nunca foi recuperada, já que o aparelho foi apreendido pela PF em novembro de 2024.
Celular usado na operação e ausência de provas
O nome de Azevedo apareceu vinculado a um dos celulares usados na suposta operação, duas semanas após o plano contra Moraes. O aparelho identificado como pertencente ao codinome “Brasil” foi ativado com um chip em nome do próprio militar.
Em depoimento ao STF, Azevedo afirmou ter encontrado o celular em uma caixa no Centro de Coordenação de Operações, em Goiânia, e o levou para casa apenas “por curiosidade”.
“Nessa caixa tinha um celular que parecia bem mais novo, um smartphone diferente dos demais”, explicou o tenente-coronel. “Decidi pegar o aparelho para testar se funcionava e talvez usar no CCOP.”
O carregador foi localizado apenas em 26 de dezembro, e três dias depois ele comprou novos chips, um em seu nome e outros com nomes aleatórios. Após análise, a perícia não encontrou dados relevantes que ligassem o militar ao plano.
Prisão mantida e investigação sem desfecho
A defesa de Azevedo sustenta que não há qualquer prova de que ele tenha estado em Brasília no dia do suposto atentado. Mesmo assim, a PF acredita que os participantes estavam distribuídos em pontos estratégicos da capital, mas teriam abortado o plano antes da execução.
Sem evidências diretas que comprovem o envolvimento de Azevedo, o processo segue sob a relatoria do próprio ministro Alexandre de Moraes, e o militar continua preso há quase um ano.