Meta derruba vídeo de Caio Coppolla com crítica a Lula e comentarista dispara: “Isso tem nome: censura
Meta removeu vídeo de Caio Coppolla no Instagram que contestava tese de ódio de classe contra Lula e ele acusou censura eleitoral
Por ContraFatos 02/10/2026 Atualizado em 02/10/2026
Caio Coppolla
Comentarista político teve publicação retirada do ar às vésperas das eleições de 2026 e repostou conteúdo na manhã seguinte
Uma publicação do comentarista políticoCaio Coppolla no Instagram foi removida pela Meta na quinta-feira, 1º de outubro de 2026. O vídeo trazia uma resposta direta a uma análise da jornalista Vera Magalhães, que havia classificado a rejeição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva como expressão de “ódio de classe”.
O conteúdo do vídeo removido
Na gravação, Coppolla reproduz um trecho da fala de Vera Magalhães e contrapõe o argumento com dados políticos. “Não só Lula da Silva foi eleito três vezes, como foi o líder político mais bem avaliado da história do país”, diz o comentarista. “Que ódio é esse que se manifesta de forma tão gentil?”
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O comentarista também destacou que o PT conseguiu eleger um presidente em cinco das seis últimas disputas presidenciais. Para ele, a crescente rejeição ao partido e ao presidente tem explicação objetiva. “A rejeição ao Lula não é fruto de preconceito, mas de experiência”, afirma Coppolla, atribuindo o sentimento aos sucessivos escândalos de corrupção envolvendo a legenda.
Coppolla denuncia censura e questiona a Meta
Após a remoção, Coppolla usou os stories do seu perfil no Instagram para denunciar o que considerou um ato de censura. “É isso mesmo, Meta?”, questiona. “Censurar conteúdo orgânico de profissional de imprensa na véspera da eleição? Qual resolução te obriga a censurar conteúdo de crítica política?”
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O comentarista foi ainda mais enfático ao descrever a situação: “Um vídeo meu (crítica política, sem ofensa e sem informação falsa) foi banido do território nacional às vésperas da eleição”, continua. “Sem processo, sem contraditório, sem que ninguém assinasse ordem. (…) Isso tem nome: censura.”
Na manhã da sexta-feira, 2 de outubro, Coppolla compartilhou novamente o mesmo vídeo em seu perfil. Até a publicação desta reportagem, o conteúdo seguia disponível na plataforma sem nova interferência da Meta.
O episódio levanta questionamentos sobre os critérios adotados pelas plataformas digitais para moderação de conteúdo político, especialmente em período eleitoral. As eleições de 2026 estão no centro do debate, e a atuação das big techs na regulação de publicações segue sob escrutínio.