“E muitas máscaras cairão…”
A postagem do líder argentino rapidamente viralizou, sendo interpretada como um ataque indireto a Lula e a outros políticos latino-americanos mencionados no documento entregue por Carvajal às autoridades norte-americanas.
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Entrar no grupo Denúncia do ex-chefe de inteligência chavista
Carvajal, que está preso nos Estados Unidos, foi extraditado da Espanha em 2023 e atualmente coopera com o Ministério Público norte-americano em um acordo de delação premiada que pode reduzir sua pena. Ele é acusado de narcotráfico, narcoterrorismo e associação criminosa armada, com vínculos com o chamado Cartel de los Soles, uma organização formada por oficiais do alto escalão militar venezuelano.
De acordo com o portal espanhol The Objective, em documento entregue à Justiça dos EUA, Carvajal declarou que o governo chavista “financiou ilegalmente movimentos políticos de esquerda no mundo durante ao menos 15 anos”.
“Enquanto fui diretor de Inteligência e Contrainteligência Militar da Venezuela, recebi uma grande quantidade de relatórios selando que este financiamento internacional estava ocorrendo”, disse o ex-general.
Segundo Carvajal, o esquema de repasses envolvia recursos desviados da PDVSA e estruturas estatais de fachada, utilizadas para distribuir dinheiro em diferentes países da América Latina e da Europa.
Políticos e partidos citados
Entre os supostos beneficiários citados no depoimento de Carvajal estão:
- Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil)
- Néstor Kirchner (Argentina)
- Evo Morales (Bolívia)
- Fernando Lugo (Paraguai)
- Ollanta Humala (Peru)
- Manuel “Mel” Zelaya (Honduras)
- Gustavo Petro (Colômbia)
Além dos líderes, partidos europeus de esquerda também teriam recebido valores do regime venezuelano, como o Podemos (Espanha) e o Movimento 5 Estrelas (Itália).
“Todos eles foram mencionados como recebedores de dinheiro enviado pelo governo venezuelano”, afirmou Carvajal à Justiça norte-americana.
Contexto
A confissão de Carvajal faz parte de um acordo judicial no Tribunal do Distrito Sul de Nova York, e as informações ainda serão avaliadas pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos, que conduz uma investigação mais ampla sobre corrupção e lavagem de dinheiro ligadas ao chavismo.