“Você abre o jornal, você vê risco da primeira página ao fim. Mas nós vivemos numa ilha de felicidade. Nós nos acostumamos a falar mal do Brasil, mas com a consciência de que é o melhor País do mundo”, declarou.
A fala gerou questionamentos por contrastar com o cenário de violência urbana e atuação de facções como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV).
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Entrar no grupo Defesa da soberania nacional
O ministro também afirmou que o governo precisa “preservar a soberania nacional” diante de pressões externas e sugeriu cautela quanto à proposta americana.
Segundo ele, é necessário avaliar se a iniciativa representa apenas discurso político ou se terá consequências práticas.
Governo rejeita classificação como terrorismo
A proposta defendida por setores dos Estados Unidos é classificar facções brasileiras como grupos narcoterroristas. A ideia tem apoio de parte da direita brasileira, mas enfrenta resistência do governo Luiz Inácio Lula da Silva.
A avaliação do Planalto é que essa classificação poderia abrir margem para ações externas em território nacional sob justificativa de combate ao terrorismo.
Além disso, especialistas apontam que organizações como PCC e CV não se enquadram no conceito jurídico de terrorismo, por não possuírem motivação ideológica ou religiosa, mas sim financeira.
Declaração amplia críticas ao governo
A fala de Múcio foi recebida com críticas por sugerir um cenário positivo em meio a problemas estruturais de segurança. Para opositores, o discurso indica desconexão com a realidade enfrentada pela população.
Comentário sobre cenário internacional
Durante a coletiva, o ministro também criticou conflitos internacionais, mencionando a guerra envolvendo Estados Unidos e Israel contra o Irã.
Segundo ele, a escalada de tensões impacta a economia global, especialmente com a alta do preço do petróleo, que pode subir de 40 para 100 dólares o barril.