Encontro discutiu permanência de Toffoli no caso Master
A reunião reuniu dez ministros e teve como foco a situação de Toffoli na condução do processo relacionado ao Banco Master. Ao final, foi divulgada uma nota oficial comunicando que o ministro deixaria a relatoria do caso.
A decisão ocorreu depois que a Polícia Federal apresentou um relatório com informações extraídas do celular de Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master. O documento menciona mensagens que citam Toffoli.
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Entrar no grupo Entre os pontos do relatório, há referência a negociações envolvendo um resort no Paraná, o Tayayá. O material é sigiloso. Toffoli reconheceu ser sócio do empreendimento, mas negou qualquer relação com Vorcaro ou familiares.
A nota assinada pelos dez ministros afirma que, “considerados os altos interesses institucionais”, foi acolhida a comunicação de Toffoli para deixar o processo. Após isso, a presidência do STF adotou providências para extinguir a arguição de suspeição aberta depois do envio do relatório da PF.
Debate durou quase três horas e teve resistência inicial
A reunião começou por volta das 16h40, na sala da presidência do Supremo. O ministro Fachin apresentou o conteúdo do relatório da Polícia Federal e tratou da Arguição de Suspeição nº 244, instaurada para analisar o caso.
De acordo com a coluna de Manoela Alcântara, no Metrópoles, o ambiente foi marcado por tensão. Toffoli defendeu sua atuação, sustentando que agiu com imparcialidade e que não possui relação de amizade com Daniel Vorcaro.
Outros ministros alertaram para o desgaste institucional provocado pela permanência dele na relatoria. Após quase três horas de discussão, prevaleceu o entendimento de que a saída deveria ocorrer por iniciativa do próprio ministro. Com isso, a arguição de suspeição foi retirada.
Suspeita de gravação amplia desconforto
Foi após a circulação de reportagens com descrições minuciosas do conteúdo discutido que surgiu a suspeita de gravação. Ministros passaram a questionar como falas restritas ao encontro fechado se tornaram públicas com tanta exatidão.
A possibilidade de registro não autorizado do diálogo elevou a tensão interna na Corte e acrescentou um novo capítulo à crise envolvendo o caso Master.