As sanções foram justificadas pelo governo norte-americano sob a acusação de que Moraes estaria promovendo uma “caça às bruxas” contra Jair Bolsonaro e seus aliados. A decisão foi celebrada por integrantes do governo de Donald Trump e pelo próprio republicano.
Washington Post chama Moraes de “xerife da democracia”
Na reportagem, o Washington Post se referiu a Moraes como o “xerife da democracia”, destacando seus “decretos expansivos”, como ordens contra redes sociais e a plataforma X, de Elon Musk, que ganharam repercussão mundial.
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Entrar no grupo O ministro rebateu as críticas, contextualizando a posição firme do Judiciário brasileiro diante de ameaças institucionais:
“Eu entendo que, para a cultura norte-americana, é mais difícil entender a fragilidade da democracia, porque nunca houve um golpe lá. Mas o Brasil teve anos de ditadura sob [Getúlio] Vargas, outros 20 anos de ditadura militar e inumeráveis tentativas de golpe. Quando você é mais atingido por uma doença, você desenvolve anticorpos mais fortes e procura uma vacina preventiva.”
Processo contra Bolsonaro no STF será retomado em setembro
Moraes mencionou que, entre 2 e 12 de setembro, a Primeira Turma do STF dará andamento ao julgamento de parte central da trama golpista atribuída ao ex-presidente Jair Bolsonaro. Esse processo é um dos pontos centrais do embate político e jurídico envolvendo o magistrado e a oposição.
Críticas de aliados de Bolsonaro e reação de Moraes
O ministro também respondeu às acusações de aliados do ex-presidente e do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), que está nos Estados Unidos desde fevereiro e teria atuado como interlocutor nas articulações que levaram às sanções norte-americanas.
“Essas narrativas falsas acabaram envenenando o relacionamento — narrativas falsas sustentadas pela desinformação disseminada por essas pessoas nas redes sociais. Então, o que precisamos fazer, e o que o Brasil está fazendo, é esclarecer as coisas.”
Moraes admite desconforto, mas reafirma compromisso com a democracia
Apesar de reconhecer que a sanção causa impacto pessoal e diplomático, Moraes afirmou que seguirá determinado:
“É agradável passar por isso? Claro que não é agradável. Mas é preciso defender a democracia. Enquanto houver necessidade, a investigação continuará.”