Moraes determina que Receita investigue quebra de sigilo de ministros do STF
Moraes determina investigação para apurar possível quebra de sigilo de ministros e familiares no STF.
Por ContraFatos 16/02/2026 Atualizado em 16/02/2026
Crédito: Gustavo Moreno/STF
Apuração pode envolver cerca de 8 mil procedimentos internos e inclui familiares dos magistrados
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou que a Receita Federal realize uma varredura interna para apurar se houve acesso indevido a dados fiscais de integrantes da Corte e de aproximadamente 100 familiares.
A determinação abrange não apenas os dez ministros do STF, mas também pais, filhos, irmãos e cônjuges. O levantamento envolve consultas em dezenas de sistemas internos do órgão. Relatórios preliminares já começaram a ser encaminhados diretamente ao gabinete de Moraes.
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Trabalho envolve milhares de verificações
De acordo com pessoas que acompanham o caso, a investigação demandará cerca de 8.000 procedimentos internos. O volume elevado de checagens pode estender o prazo para conclusão da apuração.
O pedido do ministro foi apresentado há aproximadamente três semanas e está inserido no inquérito das Fake News, instaurado em 2019 para investigar ataques contra membros do STF.
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No despacho, Moraes não citou nomes específicos. A orientação foi para que todos os ministros fossem incluídos, assim como os respectivos graus de parentesco mencionados. A apuração deve ocorrer tanto na Receita Federal quanto no Coaf.
Receita confirma sigilo do procedimento
Procurada, a Receita Federal informou que não comenta demandas judiciais, em razão do sigilo das informações envolvidas.
“Esse processo está sob sigilo de Justiça, só cabe ao STF qualquer autorização de divulgação. A Receita recebe diversas demandas judiciais de informação, não se manifestando sobre elas por conta de sigilo tributário e, muitas vezes, também judicial, como é o caso” – disse a receita à Folha de S.Paulo.
A assessoria do Supremo também foi acionada para comentar o caso, mas não houve resposta até o momento.