Investigação apura possível pagamento por dados
O foco da apuração é esclarecer se houve pagamento pelo acesso indevido às informações e eventual repasse desses dados a terceiros. A suspeita envolve consultas consideradas incompatíveis com as atribuições funcionais dos servidores.
Na manhã desta terça-feira (17), a Polícia Federal cumpriu quatro mandados de busca e apreensão nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia. Todos os alvos da operação são funcionários da Receita Federal.
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Entrar no grupo Auditoria interna identificou irregularidades
Segundo o jornal O Globo, uma auditoria interna da Receita detectou acessos fora do padrão esperado para as funções exercidas pelos investigados. O órgão comunicou os indícios ao STF.
A varredura foi solicitada em 12 de janeiro e analisou registros dos últimos três anos. A Receita informou que seus sistemas permitem identificar quem consultou cada dado, mecanismo que pode subsidiar responsabilização administrativa e criminal.
Caso envolve familiares de ministros
O episódio ganhou maior repercussão após o acesso ao sigilo fiscal de Viviane Barci, esposa de Moraes, sem autorização judicial. Também foi constatada consulta indevida à declaração de Imposto de Renda do filho de outro ministro do Supremo.
A abertura do inquérito ocorre em meio à repercussão de reportagens publicadas em dezembro sobre contrato firmado entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci. O acordo teria movimentado mais de R$ 130 milhões ao longo de três anos.
Durante esse período, Moraes manteve contatos com o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, para tratar de questões relacionadas à instituição financeira.
Nomes seguem sob sigilo
Até o momento, os nomes dos quatro servidores investigados não foram divulgados. A apuração continua sob segredo de Justiça.