Moraes exige nova manifestação da PGR após polícia descartar crime de Bolsonaro no caso da arma apreendida
Alexandre de Moraes determinou que PGR e defesa de Bolsonaro se manifestem em 48 horas após polícia descartar crime no caso da arma apreendida
Por ContraFatos 01/07/2026 Atualizado em 01/07/2026
alexandre de moraes
Ministro do STF abre prazo de 48 horas para Procuradoria e defesa do ex-presidente se pronunciarem sobre conclusão da Polícia Civil do DF
A Polícia Civil do Distrito Federal encerrou seu relatório sobre o caso da arma apreendida sem indiciar o ex-presidente Jair Bolsonaro. A corporação entendeu que não havia elementos suficientes para configurar crime por parte do ex-mandatário. Diante dessa conclusão, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), determinou que a PGR (Procuradoria-Geral da República) apresente nova manifestação sobre a situação de Bolsonaro no caso.
Prazo de 48 horas para PGR e defesa
A decisão de Moraes concede 48 horas tanto para a PGR quanto para a defesa de Bolsonaro se manifestarem. O objetivo é que a Procuradoria reavalie o cenário à luz das conclusões apresentadas pela polícia. Com o resultado do inquérito da PCDF, a investigação criminal sobre o porte irregular passou a recair exclusivamente sobre a conduta do servidor que transportava o armamento.
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Como o caso começou
A origem do episódio remonta a uma blitz da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF). Durante a operação, a arma foi encontrada em posse de um agente do GSI (Gabinete de Segurança Institucional). O armamento estava registrado em nome de Bolsonaro, o que levantou questionamentos sobre a legalidade do porte naquelas circunstâncias.
Defesa pede rejeição de falta grave e prorrogação da prisão domiciliar
Na semana passada, a defesa do ex-presidente solicitou ao ministro Moraes que rejeite o reconhecimento de falta grave em razão da apreensão da arma. Os advogados pedem, além disso, a prorrogação da prisão domiciliar de Bolsonaro.
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Em manifestação apresentada no sábado (27), a equipe jurídica detalhou que o armamento era de propriedade regular do ex-presidente e ficava armazenado em sua residência. Segundo os advogados, o servidor Estácio Leite da Silva Filho havia retirado a arma temporariamente para reparo, motivado por uma falha mecânica. A defesa sustenta que não houve ocultação, adulteração de registro ou qualquer tentativa de frustrar a fiscalização estatal.
Decisão sobre prisão domiciliar deve sair em breve
O ministro Alexandre de Moraes deve decidir nos próximos dias se mantém a prisão domiciliar do ex-presidente. A definição dependerá das novas manifestações da PGR e da defesa dentro do prazo estabelecido.