O que Moraes quer acessar
Na decisão, Moraes ordenou que Castro encaminhe logs de acesso, horários, identificação dos usuários responsáveis, dados de criação, assinatura e o fluxo de tramitação de dois processos administrativos que, em 3 de setembro, resultaram na exoneração de Rafael Picciani da Secretaria de Esporte.
Essa data coincide com a deflagração da Operação Zargun, na qual a PF prendeu o deputado estadual TH Joias, suspeito de ligação com o Comando Vermelho. Picciani deixou o cargo naquela mesma manhã e reassumiu sua cadeira na Alerj, preenchendo o posto que seria deixado por Joias — movimento considerado estratégico pela Polícia Federal.
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Entrar no grupo PF vê “manobra regimental célere”
Para os investigadores, a troca repentina teria sido planejada para afastar a Alerj do parlamentar preso. Moraes também exigiu que o governo detalhe o fluxo completo de recebimento do decreto publicado em edição extraordinária, identificando quem enviou e processou o documento.
A PF comparou o episódio à chamada “Carta Picciani”, de 2017, quando a Alerj atuou rapidamente para reverter a prisão de deputados aliados — manobra que ficou marcada como símbolo de decisões relâmpago para blindar investigados.
Indícios contra Bacellar
Mais cedo, Moraes afirmou ver “fortes indícios” de que Bacellar integra uma organização criminosa. O ministro apontou que o presidente da Alerj teria atuado de forma ativa para obstruir investigações relacionadas a facções e operações contra o crime organizado, inclusive influenciando ações do Executivo fluminense.