Polícia Militar do DF terá cinco dias para detalhar atividades do ex-presidente desde a transferência para a Papudinha
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que a Polícia Militar do Distrito Federal apresente, no prazo de cinco dias, um relatório minucioso sobre a rotina do ex-presidente Jair Bolsonaro enquanto estiver sob custódia.
A PM do DF é responsável pela área conhecida como Papudinha, onde Bolsonaro está preso. A decisão estabelece que o documento deve abranger todas as atividades realizadas desde 15 de janeiro, data da transferência do ex-presidente para o Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília.
Visitas, exames e atividades devem constar no documento
De acordo com a ordem judicial, o relatório deverá detalhar todas as visitas recebidas, incluindo advogados, familiares e amigos, com indicação precisa de datas e horários.
Moraes também exigiu informações completas sobre consultas médicas, exames, sessões de fisioterapia, atividades físicas, eventuais atividades laborais, leituras e qualquer outra ocorrência relevante registrada durante o período de custódia.
O objetivo, segundo a determinação, é garantir controle rigoroso e acompanhamento permanente das condições em que o ex-presidente se encontra detido.
Estrutura da cela e regras de custódia
Bolsonaro está preso em uma Sala de Estado-Maior localizada na Papudinha. O espaço possui 64,8 metros quadrados e inclui área externa, banheiro, cozinha, lavanderia, quarto e sala.
Ele conta com assistência médica particular 24 horas por dia. Em situações de atendimento hospitalar de urgência, a defesa deve comunicar o STF em até 24 horas após a ida ao hospital.
Regras para visitas
As visitas estão restritas a advogados e familiares autorizados. Moraes permitiu expressamente a entrada da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, dos filhos Carlos Bolsonaro, Flávio Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro e Laura Bolsonaro, além da enteada Leticia Marianna Firmo da Silva. Outros visitantes dependem de autorização judicial prévia.
Sigilo imposto a profissionais de saúde
Paralelamente, o comando da Papudinha impôs regras rígidas de segurança e confidencialidade aos profissionais de saúde responsáveis pelo atendimento de Bolsonaro.
Conforme o Memorando nº 01/2026, expedido pelo comandante em exercício, major Marlos Lourenço de Oliveira, médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem devem se submeter a scanner corporal e revista pessoal, além de assinar termo de responsabilidade, confidencialidade e sigilo absoluto sobre qualquer informação relacionada ao paciente.
O documento reforça a proteção de dados sensíveis e a segurança institucional do batalhão.