Fundamentação da decisão durante o recesso do STF
Na decisão proferida nesta sexta-feira, 30, Moraes ressaltou que o pedido apresentado se apoia exclusivamente em notícias publicadas por portais de imprensa, o que, segundo ele, “não serve minimamente como prova do alegado”. Embora o requerimento tenha sido inicialmente direcionado ao ministro Edson Fachin, coube a Moraes analisá-lo em razão do recesso do tribunal.
Os advogados de Eike Batista citaram reportagens do site Metrópoles, que mencionam encontros entre Toffoli e André Esteves no resort Tayayá, localizado no Paraná. Para Moraes, contudo, o conteúdo jornalístico não é suficiente para justificar o afastamento do ministro responsável pelo caso.
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Entrar no grupo Processo de Eike Batista tramita no STF
No mérito da ação, Eike Batista sustenta que Toffoli autorizou a compra das debêntures pelo valor de R$ 612 milhões, quantia que a defesa avalia como significativamente inferior ao valor real, estimado em R$ 2 bilhões, com possibilidade de alcançar R$ 10 bilhões.
Em dezembro de 2024, Toffoli reconheceu o direito de preferência do Itaipava FIM, fundo que recebeu aporte financeiro do BTG. A defesa argumenta que o fundo não possuía patrimônio próprio antes da operação e teria sido capitalizado pelo banco logo após o voto do ministro, o que, segundo a tese apresentada, beneficiaria diretamente a instituição financeira.
O caso é analisado no plenário virtual do STF e envolve o acordo de colaboração premiada firmado por Eike Batista com a Procuradoria-Geral da República (PGR). A procuradoria questiona a alienação dos títulos, utilizados como garantia para o pagamento de uma multa de R$ 800 milhões.
Situação atual do julgamento
O julgamento foi retomado em dezembro de 2025 e ainda depende dos votos dos ministros Kassio Nunes Marques e Gilmar Mendes. O ministro Luiz Fux declarou-se impedido de participar da análise do caso. Já André Mendonça apresentou divergência parcial em relação ao entendimento de Toffoli quanto ao direito de preferência do fundo envolvido.