Mortes na terra Yanomami disparam sob gestão Lula e já superam números do governo Bolsonaro
Dados do Ministério da Saúde mostram que mortes na terra Yanomami no governo Lula já superam os números registrados na gestão Bolsonaro
Por ContraFatos 21/08/2026 Atualizado em 21/08/2026
Indígenas ianomâmis atingidos por crise humanitária no território da etnia, em Roraima // (Urihi - Associação Yanomani/Divulgação)
Dados oficiais do Ministério da Saúde revelam agravamento da crise no território indígena entre 2023 e 2025
A crise humanitária no território Yanomami atingiu patamares ainda mais graves durante o atual governo Lula. Segundo informações do Ministério da Saúde encaminhadas ao Congresso Nacional, foram registradas 1.121 mortes de indígenas na terra Yanomami no período de 2023 a 2025 — número que já ultrapassa os 951 óbitos contabilizados no mesmo intervalo durante o mandato de Jair Bolsonaro.
Doenças e crime organizado impulsionam a tragédia
A escalada de óbitos é alimentada por dois fatores centrais: o avanço de doenças entre os povos indígenas e a crescente presença do crime organizado na região. Mesmo com a criação inédita de um Ministério dos Povos Indígenas, chefiado por Sonia Guajajara, e com investimentos significativos em saúde pública e assistência social na área, os números mostram que a situação não foi revertida.
Leitura
Promessas de campanha e realidade no território
Durante a campanha eleitoral de 2022, o presidenteLula elegeu a proteção dos povos indígenas como uma de suas bandeiras. A plataforma incluía ampliação de serviços públicos de saúde, reforço na assistência social e combate ao crime organizado nas terras indígenas. Recursos expressivos foram de fato direcionados ao projeto, mas o drama vivido pelos Yanomami persiste sem sinais de arrefecimento.
Verbas e cargos não frearam a escalada de mortes
Apesar da destinação de verbas e da mobilização de cargos em um ministério exclusivamente voltado à causa indígena, o crescimento do número de mortes não foi contido. O tema já se tornou pauta de reuniões internas no governo Lula, diante da gravidade dos indicadores.
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STF busca ação conjunta com o Senado para monitorar a crise
O cenário é considerado tão alarmante que o presidente do STF, ministro Edson Fachin, procurou Damares Alves, presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado, para propor uma frente conjunta. A iniciativa prevê uma missão ao território Yanomami, nas próximas semanas, com o objetivo de monitorar de perto a crise que assola a região, localizada em Roraima.