MPF abre inquérito para investigar contrato milionário do governo Lula com ONG ligada ao PT na Terra Yanomami
MPF abriu inquérito para apurar contrato de R$ 15,8 milhões entre governo Lula e ONG ligada ao PT na Terra Yanomami
Por ContraFatos 19/09/2026 Atualizado em 19/09/2026
Em praticamente todos os indicadores de saúde, as crianças indígenas estão em desvantagem (Fernando Frazão/Agência Brasil)
Entidade com sede no subsolo de sindicato do ABC Paulista teria recebido R$ 15,8 milhões para coleta de lixo na maior reserva indígena do país
Um inquérito foi aberto nesta semana pelo MPF para apurar as circunstâncias de um contrato firmado pelo governo Lula com uma ONG sediada no ABC Paulista. A entidade teria recebido 15,8 milhões de reais para executar serviços de coleta de lixo na Terra Yanomami, localizada na Amazônia.
Vínculo histórico com o PT e pagamento integral
A organização investigada é a Central de Cooperativas e Empreendimentos Solidários. De acordo com o MPF, sua sede funciona no subsolo do Sindicato dos Metalúrgicos, e a entidade mantém vínculos históricos com o PT, partido do presidente Lula. O valor milionário teria sido repassado de uma única vez pelo Ministério do Trabalho, pasta comandada pelo petista Luiz Marinho, que também é originário do ABC Paulista.
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Mais de 3.000 km separam a ONG do território indígena
A distância entre o porão do sindicato onde a ONG está instalada e as aldeias da Terra Yanomami ultrapassa 3.000 quilômetros. A maior reserva indígena do Brasil apresenta condições operacionais tão desafiadoras que apenas as Forças Armadas e órgãos de controle e policiamento conseguem atuar na região. Os custos logísticos são elevados, envolvendo deslocamentos por helicópteros, barcos e aviões de pequeno porte.
Investigadores querem entender a escolha da entidade
O foco dos investigadores está nas razões que levaram à seleção de uma ONG vinculada ao petismo para executar um trabalho descrito como complexo e de alto custo na Terra Yanomami. O MPF busca esclarecer se houve irregularidades na contratação e no repasse dos recursos públicos.
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As crianças indígenas da região figuram em desvantagem em praticamente todos os indicadores de saúde, o que torna ainda mais sensível a fiscalização sobre a aplicação de verbas destinadas ao território.