MPF apura possível aliciamento de brasileira em mensagens ligadas a Epstein
MPF apura possível aliciamento de brasileira após divulgação de e-mails ligados a Jeffrey Epstein.
Por ContraFatos 10/02/2026 Atualizado em 10/02/2026
Epstein
Investigação começou após divulgação de e-mails pelo Departamento de Justiça dos EUA
O Ministério Público Federal (MPF) abriu investigação para apurar uma possível tentativa de aliciamento de uma brasileira para suposta exploração sexual associada ao investidor norte-americano Jeffrey Epstein, morto em 2019. A apuração teve início após a divulgação, em 30 de janeiro, de uma série de e-mails tornados públicos pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos.
As mensagens foram publicadas pela BBC News Brasil e envolvem referências diretas a uma mulher brasileira. Os e-mails mostram Epstein comentando viagens ao Brasil, mencionando envio de dinheiro a interlocutores, recebimento de fotos de mulheres e pedidos de apresentações.
Leitura
Mensagens citam viagem aos EUA
Em 26 de novembro de 2010, uma pessoa com o nome tarjado escreveu a Epstein dizendo que “estava feliz de conseguir essa garota”. Na mensagem, o interlocutor informou que a jovem viajaria para Nova York em janeiro do ano seguinte, acompanhada da mãe. O texto também mencionava passagens por Recife e São Paulo, além de interesse em visitar o Rio de Janeiro.
Interesse em jovem do Rio Grande do Norte
Em outro e-mail, datado de 2 de janeiro de 2011, a mesma pessoa citou uma brasileira de família pobre, moradora de uma cidade próxima a Natal. Segundo a mensagem, a jovem não falava inglês e não possuía passaporte nem visto. O interlocutor enviou uma foto e a descreveu como “muito doce”.
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Na resposta, Epstein afirmou que enviaria dinheiro para os preparativos da viagem ao exterior e pediu fotos “de lingerie ou bíquini”. Os registros não indicam se o encontro chegou a ocorrer. As mensagens tampouco revelam o nome ou a idade da jovem mencionada.
Abertura formal da apuração
O MPF instaurou o procedimento investigatório em 4 de fevereiro, conforme ofícios internos. O procurador-chefe Gilberto Barroso de Carvalho Júnior relatou ter recebido informações que indicariam “o aliciamento e envio de mulher residente nos arredores de Natal/RN possivelmente para a prática de atos sexuais com a pessoa de Jeffrey Epstein, nos EUA”.
O caso foi encaminhado à Unidade Nacional de Enfrentamento ao Tráfico Internacional de Pessoas e ao Contrabando de Migrantes, que ficará responsável pela análise especializada do material e pelo eventual avanço das diligências.