A estrutura do escritório também reúne figuras que ocuparam cargos estratégicos no governo federal: Valdir Simão, ex-ministro da Controladoria-Geral da União, e Leandro Daiello, ex-diretor-geral da Polícia Federal, ambos como sócios.
Além de Warde, a defesa de Vorcaro inclui Ciro Rocha Soares, Pierpaolo Cruz Bottini, Sérgio Leonardo, Roberto Podval, Daniel Romeiro e Stephanie P. G. Barani. Bottini, inclusive, atuou na defesa da desembargadora Solange Salgado em um caso de fraude; ela foi a magistrada que determinou a soltura de Vorcaro na semana anterior.
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Entrar no grupo Sigilo máximo determinado por Toffoli no caso Vorcaro
O envolvimento do escritório ocorre em meio a outra decisão recente relacionada ao caso. O STF impôs sigilo máximo ao processo movido pela defesa de Daniel Vorcaro, que questiona a operação da Justiça Federal de Brasília responsável por sua prisão. A medida foi tomada pelo ministro Dias Toffoli, relator da ação.
A defesa do banqueiro apresentou, no dia 27, uma reclamação ao STF argumentando que a Justiça Federal de Brasília não teria competência para conduzir as investigações. Os advogados também pediram o envio do caso ao Supremo em razão da apreensão de um contrato imobiliário ligado ao deputado João Carlos Bacelar (PL-BA).
Inicialmente sob segredo de Justiça, o processo recebeu uma camada ainda mais rígida de restrição após a divulgação pública da atuação dos advogados. Segundo o STF, cabe ao relator ajustar o nível de sigilo conforme julgar necessário.
Com o novo bloqueio, dados básicos — como iniciais das partes, nomes dos advogados ou movimentações processuais — deixaram de ser visíveis. Apenas advogados constituídos, o Ministério Público quando acionado e servidores do gabinete de Toffoli têm acesso ao conteúdo.