Relação de troca é alvo central da contestação
De acordo com os argumentos apresentados, as supostas irregularidades tornariam a operação nula e teriam resultado em uma relação de troca considerada injustificável. O modelo aprovado prevê 0,8521 ação da Marfrig para cada ação da BRF, enquanto, segundo os reclamantes, o critério legal apontaria para a proporção de 2,261483, o que representaria prejuízo direto aos acionistas minoritários da BRF.
A arbitragem busca, portanto, reavaliar os fundamentos econômicos e jurídicos da operação, questionando tanto a metodologia empregada quanto o impacto aos investidores não controladores.
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Entrar no grupo Assembleia da BRF aprovou incorporação com ampla maioria
Apesar da contestação, a proposta avançou no âmbito societário. Em agosto, os acionistas da BRF aprovaram a incorporação da Marfrig pela companhia em assembleia-geral extraordinária. A deliberação foi confirmada por 78,39% dos votos dos acionistas da BRF, conforme divulgado pela própria empresa.
Em fato relevante, a BRF informou que a efetivação da incorporação permanece condicionada à análise do Conselho Administrativo de Defesa Econômica. O órgão antitruste decidiu que a incorporação total das ações só poderá prosseguir após nova avaliação pelo plenário da autarquia.
Estratégia e posicionamento das empresas
A operação pretende consolidar a MBRF como uma das maiores companhias globais de alimentos. O grupo resultante está presente em mais de cem países, conta com mais de 130 mil colaboradores e possui capacidade anual de produção próxima de 8 milhões de toneladas.
Em nota, a Marfrig afirmou que a decisão foi confirmada em assembleia após a computação dos votos enviados por boletim eletrônico. A empresa sustentou que a aprovação pela maioria dos minoritários reforça a confiança no processo, conduzido, segundo a companhia, com higidez e em conformidade com os protocolos legais e regulatórios, observando as melhores práticas de governança corporativa.