Dados como desaparecida há quase três décadas
Em 1998, quando tinha 15 anos, os pais adotivos de Mirella registraram seu desaparecimento, alegando acreditar que ela havia fugido para encontrar seus pais biológicos. Desde então, o paradeiro da jovem era desconhecido.
Durante quase três décadas, porém, ela nunca havia saído de casa. Segundo vizinhos, gritos vindos da residência chamaram a atenção e motivaram o acionamento da polícia, que acabou encontrando Mirella viva no local.
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Entrar no grupo “Ela era a ‘desaparecida’ que todos procuravam”, relatou um dos policiais envolvidos na operação.
Estado físico e psicológico
Os socorristas descreveram o estado de Mirella como o de uma “senhora idosa”, tamanha era a fragilidade de seu corpo.
Imagens divulgadas pela imprensa local mostram a mulher caminhando curvada enquanto era levada a um hospital da região.
De acordo com relatos, ela apresentava hematomas, feridas nas pernas e sinais de atrofia muscular severa — consequências de anos de confinamento e ausência de exposição ao sol e ao movimento físico.
A Polícia da Silésia ainda investiga o caso para determinar por que Mirella foi mantida em cativeiro e se os pais adotivos enfrentarão acusações criminais.
Reações e apoio da comunidade
A descoberta causou comoção nacional. Moradores da cidade lançaram uma campanha de arrecadação de fundos para ajudar Mirella a recomeçar sua vida.
“Lembro-me dela desde a infância. Corríamos juntas, subíamos em árvores. Era uma menina feliz e saudável”, contou Luiza, amiga de infância que hoje organiza as doações.
Desde a libertação, Mirella tem experimentado pequenos momentos de liberdade pela primeira vez em décadas, como tomar um café expresso, gesto que, segundo amigos, “a fez sorrir como nunca antes”.
“Ninguém pode devolver os anos perdidos, mas podemos ajudá-la a construir novas memórias”, diz a mensagem publicada na página de doações.