No entanto, pouco tempo depois, dores de cabeça intensas começaram a se manifestar. Logo vieram as convulsões, acompanhadas de perda de consciência e dificuldade para falar. Foi então que médicos solicitaram exames de imagem e descobriram dezenas de cistos formados pelas larvas da tênia no interior do cérebro, confirmando o diagnóstico de neurocisticercose.
Tratamento longo e impacto profundo na rotina
O protocolo de tratamento incluiu medicamentos específicos para eliminar os parasitas e fármacos para controlar as crises epilépticas. Ainda assim, a recuperação foi prolongada e cheia de obstáculos. Ao longo dos anos, Lowri enfrentou convulsões recorrentes, ansiedade, episódios de psicose e diversas restrições em sua vida cotidiana. Ela perdeu a carteira de motorista e passou a receber recomendações médicas de não realizar atividades sozinha, em razão do risco constante de novas crises.
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Entrar no grupo O que é a neurocisticercose e como ela se desenvolve
A neurocisticercose é classificada como a principal causa parasitária de infecções no sistema nervoso central. A contaminação acontece quando uma pessoa ingere ovos da Taenia solium por meio de água ou alimentos contaminados. Após a ingestão, as larvas atravessam a parede intestinal, alcançam a corrente sanguínea e podem se alojar em diversos órgãos, incluindo o cérebro, onde formam cistos que provocam inflamação e sintomas neurológicos.
Sintomas e diagnóstico
A gravidade dos sintomas depende da quantidade e da localização dos cistos. Os sinais mais frequentes incluem:
- Convulsões
- Dores de cabeça persistentes
- Alterações cognitivas
- Mudanças de comportamento
O diagnóstico é geralmente realizado por meio de exames de imagem, como tomografia computadorizada e ressonância magnética, combinados com avaliação clínica detalhada.
Lowri agora usa sua experiência para alertar outras pessoas
Atualmente, Lowri compartilha sua história publicamente com o objetivo de conscientizar outras pessoas sobre a doença. Ela reforça a importância de buscar atendimento médico diante de sintomas neurológicos persistentes, sobretudo após viagens a regiões onde esse tipo de infecção é mais comum. Embora a neurocisticercose seja considerada rara em países desenvolvidos, ela segue representando um sério problema de saúde pública em diversas partes do mundo.