“ Se a lei da misoginia for aprovada, casos como esse levariam Neymar para a cadeia. Foi como eu disse, essa lei é uma aberração. Derrubaremos isso na Câmara’– escreveu Nikolas.
Declaração de Neymar gerou repercussão
A fala citada pelo deputado ocorreu após a vitória do Santos Futebol Clube sobre o Clube do Remo por 2 a 0, pela 9ª rodada do Campeonato Brasileiro.
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Entrar no grupo Ao criticar a arbitragem, Neymar comentou sobre o árbitro Sávio Pereira Sampaio:
“É injusto. Sofri uma entrada desleal, final do jogo, sem necessidade. Não foi a primeira, foi a terceira ou quarta. Fui reclamar e tomei o amarelo. Sávio é assim, acordou meio de chico e veio assim para o jogo. Quer ser a figura do jogo, falta de respeito muito grande com os jogadores, não quer papo, não quer conversa, é um cara quem manda de jogo, quer comandar tudo, vai reclamar, é futebol”.
A expressão utilizada pelo jogador gerou debate por ser interpretada como referência à menstruação.
Situação disciplinar do jogador
Durante a partida, Neymar recebeu cartão amarelo e, por isso, está suspenso do próximo jogo do Santos, contra o Clube de Regatas do Flamengo, marcado para domingo (5), no Maracanã.
Até o momento, não há denúncia formal contra o atleta no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) em relação à declaração.
Projeto de lei segue em tramitação
O caso reacendeu discussões sobre o Projeto de Lei nº 896/2023, aprovado pelo Senado em 24 de março e atualmente em análise na Câmara.
O texto define misoginia como “a conduta que exteriorize ódio ou aversão às mulheres” e estabelece pena de dois a cinco anos de prisão, além de multa.
A proposta é de autoria da senadora Ana Paula Lobato (PDT-MA) e tem como relatora a senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS).
Para entrar em vigor, o projeto ainda precisa ser aprovado pelos deputados federais e posteriormente sancionado pelo presidente da República.